Joana Marques Vidal teve uma carreira com mais de 42 anos de serviço em que começou a ganhar notoriedade como especialista na área de família e menores e teve o seu auge como procuradora-geral da República entre 2012 e 2018. Foi no seu mandato que surgiram investigações marcantes na área da criminalidade económico-financeira, como, entre outras, a Operação Marquês ou o Universo Espírito Santo.
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terça-feira, 18 de maio de 2021
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
Como Marcelo e Costa armadilharam a sucessão de Joana Marques Vidal...
Foi algures no meio do Verão de 2019 que o Presidente da República e o primeiro-ministro consensualizaram um com o outro a decisão de não reconduzir Joana Marques Vidal no cargo de procuradora-geral da República.
Para ambos, dois processos terão sido decisivos na decisão de não reconduzir a ainda PGR: a "operação Fizz", na qual o MP insistiu na ideia, muito prejudicial para as relações diplomáticas Lisboa-Luanda, de que o ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente, suspeito de corrupção, deveria ser julgado em Portugal; e o caso do roubo das armas em Tancos, não só por causa da morosidade da investigação do MP mas também ter ignorado, antes do assalto, uma denúncia anónima a alertar para o que podia acontecer.
Marcelo e Costa combinaram então que não reconduziriam Joana Marques Vidal com base no argumento de que o mandato do PGR deve ser único, a bem da sua independência face ao poder político.
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
lembrete: a saída da PGR !
O Presidente da República afirmou,
em declarações à SIC (10-01-2018)
, que o tema da
sucessão na Procuradoria-Geral da República ainda "não existe",
também
A Catarina Martins recusa comentar
declarações de ministra da Justiça sobre renovação do mandato da
procuradora-geral da República, considerando-as "um não assunto".
.
A forma como foi anunciada, apesar
das ressalvas do primeiro-ministro no debate quinzenal, diz tudo sobre António
Costa e o PS, sobretudo no momento que alguns casos judiciais ganham uma
relevância mediática acrescida. E também diz muito, tristemente, sobre a
influência de Angola. Só falta saber se a guerra surda entre o governo e o
presidente Marcelo vai estalar com a nomeação do próximo PGR. Uma coisa é
certa: a guerra passará a ser em terreno aberto.
sábado, 22 de setembro de 2018
O melhor país do mundo
Os poucos que assistem à farsa com o horror que esta merece aproveitam para se despedir do melhor país do mundo a fingir que não é uma vergonha, nas mãos de criaturas que não têm nenhuma. (in “O melhor país do
mundo” por Alberto
Gonçalves)
.quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
e finalmente houve justiça também para os “poderosos”...
De facto, o governo é livre de não
propor a renovação do mandato da Dra. Joana Marques Vidal. Pode, inclusive,
propor a sua exoneração.
É uma decisão política, isto é,
determinada por considerações de oportunidade e de interesse público.
Então, porque é que o governo
preferiu citar um preceito jurídico-constitucional inexistente?
- Porque, como é óbvio, parece
querer-se ver-se livre de Joana Marques Vidal, mas não lhe dá jeito nenhum que
isso apareça como uma decisão política sua.
De facto, ao tentar cobrir essa
decisão com uma ficção jurídica, o governo reconheceu a inconveniência do
afastamento da actual Procuradora Geral da República.
ora
É fácil de perceber essa
inconveniência:
a Dra. Joana Marques Vidal foi a
Procuradora Geral da República que pôs termo a algumas das mais sérias dúvidas
que existiam sobre a justiça em Portugal.
Entre 2006 e 2011, houve a sensação
de que uma parte da justiça funcionava como guarda-costas jurídico do
primeiro-ministro, José Sócrates. Era assim, não era assim? Nunca foi
investigado, ...
Com a nova Procuradora-Geral da
República, este ambiente acabou.
Finalmente, como se costuma dizer,
houve justiça também para os “poderosos”.
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
e por conveniência de serviço também serão afastados!
claro que o “argumento”
é razoável e facilmente aceite até por quantos se recusam a ser idiotas-úteis –
incluindo os “jornalistas” que nos (lhe) transmitem os spins da hábil e
especializada “tenebrosa máquina de propaganda do partido”!
Aposto que também poderá considerar razoável os
argumentos que aumentam impostos na batata-frita ou nas “cocas-cola” ou a
supressão dos croquetes, palmiers, mil-folhas, bola de berlim, donuts ou
folhados doces...
mas agora pense:
O cargo será ocupado por alguém menos independente
e mais maleável.
Mais uma vez o "governo" que se fez
maioritário e o Venerando Chefe de Estado que enganou a maioria, tomam decisões
em causa própria: Todos nós sabemos que o processo que envolve o Sócrates está
numa fase fundamental em que se decidirá se o ex-primeiro ministro será ou não
acusado e levado a julgamento.
.
A decência (alguns chamam-lhe "a mulher de César") mandaria que um governo - num caso que envolve um dos seus e não sabemos se mais alguns - não se envolva com decisões desta natureza que apontam com clareza para a lavagem do que foi instruído ao longo destes anos.
A decência (alguns chamam-lhe "a mulher de César") mandaria que um governo - num caso que envolve um dos seus e não sabemos se mais alguns - não se envolva com decisões desta natureza que apontam com clareza para a lavagem do que foi instruído ao longo destes anos.
Já agora:
O que acontecerá aos magistrados que instruíram o
processo de investigação? Por conveniência de serviço também serão afastados?
Provavelmente serão... se não começarem a mexer!!!
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