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terça-feira, 21 de setembro de 2021

quinta-feira, 10 de junho de 2021

10 Junho 2021


O 10 de Junho era o dia da Raça. E a raça era a dos Portugueses de todos os séculos, de todas as raças e que foram de muitos continentes. Somos uma nação de pioneiros da globalização que, na universalidade, nunca perdeu a identidade, antes a foi recriando com os povos que foi encontrando. E não nos vangloriámos com irrealidades, antes tivemos também sempre um grande sentido do real e do trágico na vida dos homens e dos povos, na ascensão e queda dos Impérios e das civilizações. Ou tiveram-no os nossos melhores. E ainda que as notas “científico-humanísticas” que se adivinham sobre “desinformação e preconceito” em Camões possam vir a dizer o contrário, é difícil não ler n’Os Lusíadas grandeza, aventura, vitórias, também cupidez, servilismo, traição. 
( in 10 de Junho por Jaime Nogueira Pinto )

segunda-feira, 10 de junho de 2019

O 10 de Junho dos Combatentes

Os que passámos por esta guerra, ao lembrá-la e celebrá-la, não o fazemos animados por nostalgias imperiais e muito menos imperialistas. Respeitamos os que nos combateram de armas na mão em nome dos seus Estados nascentes; e, sabendo que os que então nos combateram nos respeitam, queremos ser também ser aqui respeitados e não tratados como marionetas de regimes ou serventuários de causas suspeitas.
Por isso, há 25 anos, um núcleo de antigos combatentes lançou a ideia do Monumento aos Combatentes do Ultramar. E, a partir daí, todos os anos, junto ao monumento de Belém, onde estão inscritos os nomes de todos os militares que morreram nessas últimas campanhas de África e da Índia – bem como os que depois morreram ao serviço de Portugal em missões internacionais – alguns milhares de nós lembramos os nossos camaradas mortos ou desaparecidos em combate, cujos nomes ficaram gravados nos muros do monumento.
A cerimónia transcende ideologias – sobretudo ideologias partidárias de que o povo português está cada vez mais distante – e não pretende rever o que a História decidiu. Pretende sim não retirar aos mortos desses 14 anos de guerra, e aos outros que na defesa da pátria foram mortos, o seu lugar na História.
O 10 de Junho dos Combatentes é, e continuará a ser, uma afirmação do patriotismo português, um rito celebrativo da nossa identidade e unidade, numa Europa que hoje também parece despertar para a sua verdadeira natureza e sentido, uma Europa das Pátrias, de Estados Nacionais, soberanos, que voltam a lembrar um passado histórico que tem de ser integrado, tal como também o Cristianismo incorporou as heranças da Grécia e de Roma e criou uma civilização onde a identidade e a independência são condição da Liberdade e das liberdades.

Foi isto que Camões entendeu e registou e que outro poeta maior de Portugal, Fernando Pessoa, veio lembrar e reintegrar no século passado. E os grandes poetas são os melhores intérpretes do espírito do povo, aqueles que, como os antigos arúspices, sabem ler nas entranhas do passado e nos ventos do presente a memória do futuro. (in “O 10 de Junho dos Combatentes” por Jaime Nogueira Pinto)

45 anos depois? Quantos de nós é que restam?

para não destoar dos outros do governo do Costa & Cia este descobriu uma forma "cravar" mais uns votinhos pró partido?
Por isso dia 10 de Junho irei gostar de ver o João Gomes Cravinho,que esta ministro da Defesa,em Belém, homenageando os meus camaradas - que não os dele – confirmando que se trata de uma vontade de estadista e não paleio de politico da geringonça! Isto é: vendo-o a pôr em prática as “boas intenções” distintas de mais uma caça ao voto.

Sábado, 7 de Abril de 2019, durante as comemorações do Dia do Combatente, na Batalha o presidente da Liga dos Combatentes, General Joaquim Chito Rodrigues, apelou “à compreensão e ao reconhecimento e solidariedade para com os antigos combatentes da guerra do Ultramar e das operações de paz e humanitárias”, para que sejam aplicadas “medidas concretas de carácter económico e social”.
Há antigos combatentes que não são professores, não são enfermeiros e não são juízes e que merecem o apoio económico e social efectivo no processo de envelhecimento, com adequado apoio hospitalar, nomeadamente do hospital das Forças Armadas. Há antigos combatentes que têm pensões de pobreza
à guisa de reposta
João Cravinho, ministro da Defesa, defendeu que “o Estado tem obrigação” de dar apoio aos ex-combatentes e às suas famílias, ao longo da vida.
O Estado tem obrigação de dar apoio aos ex-combatentes e às suas famílias nas dificuldades físicas e mentais que advêm da experiência da guerra, e tem responsabilidade de o fazer ao longo de toda a sua vida”, [.]
“não há no serviço ao país outras funções que se assemelhem àquelas que são executadas pelos militares, especialmente aqueles que se encontram em frentes activas de conflito armado”.

“Morrer pelo país ou por ele sacrificar o bem-estar ou a vida é um ato de bravura única, que coloca os combatentes num patamar de sacrifício que não é exigido em nenhum outra função do Estado”.

sábado, 25 de maio de 2019

“Dia Nacional do Combatente”

Camaradas! Lá estarei, em Belém, no dia 10 de Junho com os meus camaradas que de verdade combateram.

parece claro que os gajos estão a gozar com a gente
No novo Estatuto de Antigo Combatente fica definido que se passará a assinalar o “Dia Nacional do Combatente” em 11 de Novembro, data do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial.

sábado, 20 de abril de 2019

Dia do Combatente do Ultramar...

Claro que os gajos estão a gozar com a gente:
No novo Estatuto de Antigo Combatente fica definido que se passará a assinalar o “Dia Nacional do Combatente” em 11 de Novembro, data do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial.

Camaradas! Lá estarei, em Belém, no dia 10 de Junho 
com os meus camaradas que, de verdade, combateram.

domingo, 7 de abril de 2019

45 anos depois? Quantos de nós é que restam?

para não destoar dos outros do governo do Costa & Cia este descobriu uma forma "cravar" mais uns votinhos pró partido?

Por isso dia 10 de Junho irei gostar de ver o João Gomes Cravinho,que esta ministro da Defesa,em Belém, homenageando os meus camaradas - que não os dele – confirmando que se trata de uma vontade de estadista e não paleio de politico da geringonça! Isto é: vendo-o a pôr em prática as “boas intenções” que não mais uma caça ao voto. 
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Sábado, 7 de Abril de 2019, durante as comemorações do Dia do Combatente, na Batalha o presidente da Liga dos Combatentes, General Joaquim Chito Rodrigues, apelou “à compreensão e ao reconhecimento e solidariedade para com os antigos combatentes da guerra do Ultramar e das operações de paz e humanitárias”, para que sejam aplicadas “medidas concretas de carácter económico e social”.
Há antigos combatentes que não são professores, não são enfermeiros e não são juízes e que merecem o apoio económico e social efectivo no processo de envelhecimento, com adequado apoio hospitalar, nomeadamente do hospital das Forças Armadas. Há antigos combatentes que têm pensões de pobreza
à guisa de reposta
João Cravinho, ministro da Defesa, defendeu que “o Estado tem obrigação” de dar apoio aos ex-combatentes e às suas famílias, ao longo da vida.
O Estado tem obrigação de dar apoio aos ex-combatentes e às suas famílias nas dificuldades físicas e mentais que advêm da experiência da guerra, e tem responsabilidade de o fazer ao longo de toda a sua vida”, [.]
“não há no serviço ao país outras funções que se assemelhem àquelas que são executadas pelos militares, especialmente aqueles que se encontram em frentes activas de conflito armado”.
“Morrer pelo país ou por ele sacrificar o bem-estar ou a vida é um ato de bravura única, que coloca os combatentes num patamar de sacrifício que não é exigido em nenhum outra função do Estado”.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

10/06/2016 - HOMENAGEM AOS COMBATENTES

Oração de Sapiência do Ten-Cor Brandão Ferreira na Homenagem aos Combatentes:

“Estes homens, nos tempos de lutas e de crises, tomam as velhas armas da Pátria, e vão, dormindo mal, com marchas terríveis, à neve, à chuva, ao frio, nos calores pesados, combater e morrer longe dos filhos e das mães, sem ventura, esquecidos, para que nós conservemos o nosso descanso opulento.
Estes homens são o povo, e são os que nos defendem”.
Acabo de ler um trecho de “O Povo”, de Eça de Queiroz. 
Bom dia a todos.
Os meus agradecimentos por me dispensarem uns minutos da vossa atenção.
A Constituição da República Portuguesa (CR), apesar de ser a mais extensa que tivemos, desde 1822, não encontrou espaço nos seus 296 artigos e sete revisões, para referir uma única vez a palavra “Nação”- a Nação dos Portugueses.
Já relativamente à palavra “Pátria”, a Constituição é mais pródiga: invoca-a, nada mais, nada menos, do que uma vez, mais concretamente no seu artigo 276, e cito “A defesa da Pátria é direito e dever fundamental de todos os portugueses”! 
É sabido que a defesa da Pátria não se faz apenas de armas na mão; essa defesa pode e deve, estender-se a todas as áreas da actividade humana.
Mas convém não esquecer que a defesa armada é o último argumento, que se faz em extremo e pode implicar o sacrifício de bens, sangue e vida. 
E, ao ter-se abandonado o Serviço Militar Obrigatório, parece que a defesa da Pátria – esse dever e direito fundamental, segundo a Constituição, ficou direito de todos e dever só de alguns… 
A Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas, por sua vez, continua omissa sobre a “Nação”, mas já fala duas vezes em Pátria; no seu artigo 9º repete a fórmula da Constituição; e no Art.º 22 afirma perentoriamente que, “será assegurada de forma permanente a preparação do País, designadamente das Forças Armadas para a defesa da Pátria” (atenção, eu só estou a dizer o que está lá escrito, não confundir com o que se tem feito…). 
Ora haver Nação sem Pátria é curto; mas haver Pátria sem Nação, é impossível!…
Porém, não havendo aparentemente, Nação, o Estado, que é justamente a Nação politicamente organizada, representará, então, quem ou o quê?
Ora se o Estado não representar a Nação, não pode sentir a Pátria como sua, tão pouco a entender. 
Portugal é, todavia, uma Nação coesa, seguramente desde o tempo do esclarecido Rei, o Senhor D. Dinis; com as mais antigas fronteiras estáveis do mundo, mau grado o esbulho pendente de Olivença; formou um Estado Nacional Português, desde o tempo do preclaro Rei, Senhor D. João II e ganhou consciência que era uma Pátria, senão antes, garantidamente, depois de Camões ter escrito os Lusíadas! 
E Camões – que também foi um combatente - não se esqueceu de, neles, referir a Nação – fêlo, até, por sete vezes – e não foi avaro em relação à Pátria já que a evoca em 35 ocasiões! 
E a obra de Luís Vaz – cuja morte neste dia também evocamos - foi-lhe tão superior e transcendente, que ele próprio se enganou ao dizer, pressentindo o fim, que “morria com a Pátria”, antevendo a ocupação castelhana. 
O certo é que, a Nação que já era Pátria, sobreviveu aos 60 anos da Coroa Dual Filipina e passou a viver de vida própria, qual fénix renascida! 
O que atrás se disse representa, pois, a dissonância existente entre o Estado e a Nação, que é a razão por que nós nos reunimos aqui, desde há cerca de 25 anos, a comemorar o Dia de Portugal, honrando os combatentes, enquanto as figuras que ocupam transitoriamente as cadeiras do Poder – Poder que está hoje, maioritariamente, fora do país – estão sempre noutro lado. E quanto aos combatentes por norma, aos costumes dizem nada. 
Essa é também a razão pela qual as Forças Armadas só voltaram a integrar as comemorações oficiais do feriado nacional, há 10 anos, depois delas terem estado arredadas cerca de três décadas.
E caros compatriotas aqui presentes, não somos nós que estamos mal; “eles” é que se afastaram do trilho certo. Do trilho do Dever, da Honra, do Patriotismo, do amor a Portugal.
Esta cerimónia, singela mas muito digna, realizou-se sempre sem se pedir um ceitil que fosse, ao Estado e junto a um monumento, em memória dos combatentes, em que nada se pediu, também, ao Estado – aliás, em várias alturas, teve que ser construído com a oposição desse mesmo Estado.
Parece que a frase, entre muitas, célebre, do grande português e militar, que foi o Tenente- Coronel Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, de que “Portugal é obra de soldados” passou a estar na moda.
Mas estando ou não, na moda, essa frase foi sempre uma realidade, pois sem soldados – isto é, sem combatentes – não haveria território, a tal “nesga de terra debruada de mar”, no dizer de Torga; não haveria população; não haveria matriz cultural; não haveria segurança, não haveria Justiça, não haveria Bem-Estar, não haveria liberdade.
E quem permitiu e fez isto? Pois foram os soldados, os combatentes, o tal povo, do Eça.
Onde se devem individualizar as mães e as mulheres, pois foram elas que sempre aguentaram a rectaguarda! 
Por isso todos nós devemos estar orgulhosos dos nossos combatentes; de quem disse “pronto”, quando chegou a hora; quem lutou quando foi preciso lutar; quem não virou a cara aos sacrifícios; quem não desertou do combate ou, pior ainda, quem traiu a terra que lhe serviu de berço, a terra dos seus pais. 
Porque, desgraçadamente, desses sempre os houve e ainda há. 
Também deles falam “os Lusíadas” e não há estátuas, nomes de ruas, séries de televisão, condecorações, prémios, branqueamento da História, etc., que possa apagar essa realidade da memória colectiva da Nação. 
Pelo menos enquanto restar um português com algum saber, vergonha na cara, coluna direita e bem - querer na alma!
Caros compatriotas, o combate não terminou com aqueles que hoje homenageamos e desenganem-se aqueles que julgam que não teremos de guerrear, novamente, ou que o terrorismo é apenas uma expressão de lunáticos contemporâneos, já que a sua origem remonta ao século XI, ao “velho da montanha” e à seita dos hashashin e, modernamente, em termos de terrorismo de Estado, à Revolução Francesa de 1789. 
Temos que nos preparar para os combates do futuro. 
Os nossos antepassados não andaram a trabalhar, a lutar, a edificar e a expandir o nosso país, desde 1128, para agora estarmos a alienar ao desbarato, a nossa soberania, a nossa nacionalidade, a nossa cultura (onde a língua tem um lugar de destaque), as nossas gentes, o nosso património e a nossa terra. 
Para ficarmos escravos de dívidas perpétuas e enredados em leis alheias, iberismos serôdios ou federalismos espúrios; sermos, eventualmente, submersos por vagas de estranhos, cujas matrizes culturais não estejamos aptos a integrar, sem perdermos a nossa; e a caminhar para, a breve trecho, não haver um Km2 de território em mãos portuguesas.
E, outrossim, por nos estarmos a suicidar colectivamente, por via de excesso de emigração, imigração, leis de naturalização erradas, quebra demográfica gravíssima e corrupção galopante. Finalmente para sermos reféns de organizações sem rosto oficial, de carácter internacionalista e mais ao menos secretas ou discretas, que ninguém elegeu e que transformam, só por si, a Democracia e a Justiça, numa ficção. 
E em vez das cinco Quinas passarmos a ter como símbolo o “Deus Mamon”.
Temos de olhar à nossa volta, acordar e reagir! 
É que, como disse o tão mal citado Fernando Pessoa, “só existem Nações, não existe Humanidade”.
Caros compatriotas, esta cerimónia destina-se à exaltação da memória dos combatentes, nossos antepassados ou contemporâneos, mas destina-se também, aos que hoje vivem e a quem compete receber e passar o testemunho.
Pois deles é o futuro e, por isso, a quem compete refletir sobre o exemplo dos que caíram ou se sacrificaram no campo, que tem de ser da Honra, enquanto as imperfeições da natureza humana não permitem a erradicação da guerra e outras imoralidades, na eterna luta entre o Bem e o Mal. 
Devemos, deste modo, curvar-nos, reverentes e obrigados, junto aos nomes daqueles que estão gravados nos muros deste memorial, que combateram nas últimas das centenas de campanhas ultramarinas que realizámos nos últimos seis séculos (não foram seis décadas…), fazendo jus ao Padre António Vieira que um dia disse que “Deus deu aos portugueses um berço estreito para nascer e o mundo inteiro para morrer”. 
Evoco em nome de todos, aquele cujo nome figurou primeiro neste local: o do Subchefe da polícia Aniceto do Rosário, morto em combate, que na iminência de um ataque dos indianos disse ao Governador, “Parta V. Exª descansado que eu não deixarei ficar mal a bandeira portuguesa”.
E não posso deixar de dizer, com todas as fibras do meu ser, que eles lutaram bem, competente e vitoriosamente, numa guerra justa, em termos humanos e que, infelizmente terminou de forma trágica e não merecida. 
Nesta luta fizemos frente à maior campanha montada a nível global e mundial, contra a Nação dos Portugueses, desde a Guerra da Restauração. 
Nela chegámos a manter 230.000 homens em pé de guerra, em quatro continentes e três oceanos, a combater durante 14 anos, em três teatros de operações enormes, distantes entre si e a então Metrópole – que era a base logística principal – por milhares de quilómetros, sem fazer uso de alianças militares e sem generais ou almirantes importados, o que já não sucedia desde Alcácer-Quibir.
Usufruindo de uma logística notável – basta comparar com o que se passou com a nossa participação na I Guerra Mundial – que já não conseguíamos montar tão bem, desde que enviámos a terceira Armada, à Índia, comandada pelo João da Nova, em 1501!
Abro um parêntesis para destacar a Marinha Mercante, neste esforço logístico, sem a qual não poderíamos ter reagido rapidamente nem sustentado tão longo período de operações.
Hoje, dos 70.000 navios mercantes existentes no mundo, apenas uma dezena são de armadores portugueses e ostentam o pavilhão nacional. Nem meio batalhão conseguem transportar… 
Nesta campanha só não conseguimos resistir à miserável invasão de Goa, Damão e Diu, pela União Indiana, em 1961, pela enorme desproporção de forças em presença e pela usual hipocrisia das relações internacionais. Mesmo assim ainda conseguimos pô-la em sentido durante mais de 10 anos – não foi coisa de somenos. 
Nova Deli usou o “direito da força” mas nunca teve a força do Direito, nem da Razão!
Toda esta acção, a todos os títulos magnífica, não encontra paralelo em nenhuma campanha contemporânea, mas foi apenas corolário daquilo que o escritor americano, James Michener, disse de nós e cito: “Nesses anos quando um soldado português desembarcava de um dos barcos da sua nação para servir num forte de Moçambique, ou em Malaca, ou nos estreitos de Java, já previa, durante o seu tempo de serviço, três cercos, durante os quais comeria erva e beberia urina. Estes defensores portugueses contribuíram para uma das mais corajosas resistências da História do Mundo”.
A estes se devem juntar todos aqueles e seus descendentes, que desde a tarde de S. Mamede, acompanharam o nosso pai, Afonso Henriques, e têm mantido o seu legado até aos dias de hoje.
Lembrar o seu exemplo e preservar a sua memória, é tarefa ingente de todos os bons portugueses, pois tal deixou de ser feito na escola, na generalidade dos “média” e quase desapareceu do discurso político a não ser em frases de circunstância, ditas sem convicção. 
Em 1582, esse grande patriota que foi Ciprião Figueiredo de Vasconcellos, Governador das Ilhas dos Açores, escreveu ao monarca Habsburgo, que reinava em Madrid e atirou-lhe, “Antes morrer livres que em paz sujeitos” e logo acrescentou, “nem eu darei aos moradores destas ilhas outro conselho, porque um morrer bem é viver perpetuamente”. 
Afirmamos hoje, o mesmo, com Esperança e acrisolada Fé, em que consigamos manter a estamina necessária para preservar a nossa terra, Portugal, livre e independente. 
Lembro que um combatente só dá baixa para a cova! 
Caros compatriotas, vou terminar com a melhor homenagem que podemos fazer a quem combateu e, porventura, morreu na defesa da terra dos nossos antepassados, e por tudo o que tal representa, incluindo o de que o seu sacrifício não possa ser considerado em vão. 
Vamos todos em conjunto e em uníssono, darmos um grande e empolgante viva a Portugal. 
Viva Portugal. 
VIVA PORTUGAL!
João José Brandão Ferreira 
Oficial Piloto Aviador


terça-feira, 15 de março de 2011

foi há 50 anos que nos passamos a chamar Combatentes do Ultramar...

...
Foram anos de incorporações sucessivas, envolvendo cerca de um milhão de jovens de todas as regiões do País que, de forma exemplar, cumpriram a sua missão por terras africanas.
Ao percorrer com o olhar a parede em redor do monumento, encontramos os nomes dos cerca de 9 mil portugueses mortos em campanha nessa guerra ainda bem presente para muitos de nós. Podemos, aí, rever nomes de familiares ou de amigos. E recordar, também, aqueles que, ao longo de quase nove séculos, deram a sua vida para que Portugal seja hoje uma nação livre e independente.
Saudamos com especial apreço, pelo muito que lhes devemos, os militares de etnia africana que, de forma valorosa, lutaram ao nosso lado. Todos, combatentes por Portugal! Anibal Cavaco Silva, Alferes Miliciano, Combatente, Moçambique.
O discurso completo foi deliberadamente ocultado pela comunicação social que temos, mas pode ser lido no sitio da presidencia e acreditem vale a pena.
Foi há 50 anos que nos passámos a chamar Combatentes do Ultramar. Não éramos voluntários, nem grandes apoiantes do regime. Mas foi-nos dado um trabalho e fomos executa-lo.
Regressados, diáriamente, lembramos os que lá ficaram ou que regressados ainda lá estão.
Perdoamos a quantos, e foram muitos nestes 36 anos, que nos vilipendiaram e maltrataram mas não o esquecemos...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

La Lys e Dia do Combatente

Portugal tinha três objectivos ao entrar na Guerra de 1914-1918: - defender as colónias (desde 1914 que os alemães atacavam Angola e Moçambique);
- reconquistar as boas graças dos ingleses (reforçar os laços de aliança); - afirmar o regime republicano e em especial o Partido Democrático que governava Portugal chefiado por Afonso Costa, porque a corte inglesa rejeitava o nosso regime republicano e preferia a monarquia em Portugal. Ao CEP - Corpo Expedicionário Português - deparava-se dificuldades extremas que depois da Revolução de Dezembro de 1917 (Sidónio Pais), ainda agravaram mais ainda as condições em que os soldados viviam: sem rendição, sem uniformes e praticamente sem comida. O sector guarnecido pelos Portugueses era talvez o pior da zona, em termos de salubridade. Humidade, lama e ratazanas conviviam com soldados famintos, que se sentiam abandonados pelos seus oficiais e pelo seu País. Dos 20.000 soldados que compunham o CEP, cerca de 15.000 encontravam-se nas linhas da Frente, comandados pelo General Gomes da Costa. No dia 8 de Abril de 1918, as tropas finalmente ouviram a notícia pela qual tanto ansiavam: no dia seguinte iriam ser transferidas para as linhas da retaguarda… mas, Na madrugada do dia 9 de Abril, a ofensiva decidida pelo General von Ludendorff levou 50.000 alemães avançaram sobre as trincheiras portuguesas, com efeitos desastrosos: 7.500 baixas do lado português! O maior desastre das Forças portuguesas pós Alcácer Quibir.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

antigos combatentes: Passou um ano desde que o Governo reduziu as pensões

Faz um ano que o ministro da Defesa. Nuno Severiano Teixeira apresentou a nova regulamentação como sendo "equilibrada, justa e financeiramente justificada": "Os ganhavam menos vão passar a ganhar mais. Os que ganhavam mais vão passar a ganhar menos", implicando isto uma poupança de 10,9 milhões de euros, disse. "Uma vergonha", disse o deputado Henrique Freitas, antigo Sec.Estado dos Combatentes, "Há ironias. Ontem discutimos 20 mil milhões para salvar os bancos. Hoje estamos a discutir três milhões de euros poupados à custa de antigos combatentes." ...mas tudo ficou por aqui e, sozinho, o PS absoluto aprovou a lei.
Velhos, doentes psico e fisicamente, os que fizeram uma guerra para a qual não foram voluntários, perderam as forças para lutar e não tem niguém que o faça por eles.
Até a Oposição, que votou contra, se vai "esquecer"
Afinal onde é que usaram aquela “poupança de quase 11 milhoes”?

sábado, 18 de julho de 2009

Os putos não o conheceram…

Walter Cronkite morreu ontem aos 92 anos, em Nova Iorque.
Entre 1962 e 1981, foi a cara do noticiário nocturno da CBS, o mais visto dos Estados Unidos. Cobriu acontecimentos como o escândalo de Watergate, o afastamento de Nixon e a chegada do homem à Lua.
A noticia do assassínio de John Kennedy ficou-me na memoria quando ao tirar os óculos de uma face profissionalmente insensível, uma lágrima rebelde lhe escorreu dos olhos… Nesse dia 22 de Novembro de 1963 muitos de nós, eu ia nos meus 18 anos, soubemos que tínhamos ou uma Guerra para ir combater ou uma Europa para desertar! RIP

terça-feira, 9 de junho de 2009

lembrar os que tombaram!

Com o encontro, a 10 de Junho, pretende-se prestar uma homenagem a todos os portugueses que perderam a vida no «cumprimento do dever». As cerimónias terão início às 10h30 com a celebração de uma missa na Igreja de Santa Maria de Belém do Mosteiro dos Jerónimos, presidida pelo Bispo Auxiliar de Lisboa, Joaquim da Silva Mendes. Às 12 horas o programa continua na área do Monumento aos Combatentes do Ultramar, com a leitura de uma mensagem de Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República e discursos do Alípio Tomé Pinto, tenente-general e presidente da Comissão Executiva do Encontro, e do Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz, antigos combatentes. É um momento de evocação histórica, de evocação da Alma da Nação e é levado a efeito por Portugueses de qualquer idade, credo, raça ou ideologia política que, amantes da sua Pátria, celebram Portugal prestando homenagem aos Heróis Nacionais visando o reforçar da Nação e o afirmar dos traços perenes da Sua Alma Imorredoira e da sua Singularidade e Unidade. No corrente ano, e em virtude da sua canonização, neste Encontro Nacional de Combatentes será evocado o Português, o Santo, o Herói e o Combatente D. Nuno Álvares Pereira que, para além de Homem de Estado, soube colocar os superiores interesses da Nação acima das suas conveniências e interesses, fazendo da sua vida uma Missão, correndo todos os riscos para bem servir a Pátria e o seu Povo. A cerimónia de homenagem aos combatentes tem como ponto alto as honras militares, com uma salva de tiros por um navio da Armada portuguesa sedeado no Tejo e com a deposição de flores no Monumento por diversas entidades, instituições e associações de combatentes e de militares. O Hino Nacional será entoado pela Banda do Exército e cantado pela fadista Kátia Guerreiro.As cerimónias encerram-se com a passagem aviões da Força Aérea Portuguesa, o Desfile de Guiões, a Exibição de Pára-Quedistas e um almoço-convívio no local.
IGREJA DOS JERÓNIMOS 10h30: Missa por intenção de Portugal e de sufrágio pelos que tombaram pela Pátria MONUMENTO AOS COMBATENTES DO ULTRAMAR 11h30: Concentração junto ao Monumento 12h00: Abertura: Homenagem aos Combatentes Recordando o Herói e Santo D. Nuno Álvares Pereira 12h10: Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana) 12h20: Discurso alusivo pelo Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz 12h30: Homenagem aos mortos e deposição de flores 12h55: Hino Nacional 13h00: Passagem de meios aéreos da Força Aérea Portuguesa 13h10: Salto de Pára-quedistas 13h25: Almoço-convívio