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sábado, 22 de janeiro de 2011

um dia vamos acabar com elas...

Os salários dos trabalhadores das empresas públicas vão emagrecer já na próxima semana. Perante a exigência de "cumprimento imediato" por parte das Finanças, as entidades do Sector Empresarial do Estado começaram ontem a revelar mais pormenores sobre os planos de contenção salarial. Publico Só em 15 destas “empresas públicas”, entre elas a CGD, a TAP e os CTT, a redução de cinco por cento das remunerações totais ilíquidas vai permitir uma poupança superior a 104 milhões de euros aos contribuintes, se, torneando a exigência do Orçamento, não aumentarem os extras salariais. imagine. leitor, que as reduções se estendiam aos Institutos e Fundações Públicas, que roçam o milhar, quanto podia ser reduzido nos nossos impostos e taxas ou
sonhe que se extinguiam todas as que servem apenas para redundar aquilo que a Função Pública executa...

isto é que é meter água...

"Pelo Acordo de Empresa em vigor, a EPAL está obrigada, anualmente, com efeitos a Dezembro, a fazer evoluir de nível salarial 40 por cento do conjunto de trabalhadores que, entre outras condições, se encontrem há mais de quatro anos no último nível salarial da respectiva carreira-base", afirma a administração daquela empresa pública. Publico
A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, que tutela a empresa presidida por João Fidalgo, foi surpreendida por aquela decisão, solicitou esclarecimentos à administração e ordenou que a situação fosse revertida. Depois de ter recebido as orientações da tutela, a empresa recuou na decisão. Assim a ministra será a bruxa má e a administração os gajos porreiros, pá… Lamentavelmente, a tutela, a acompanhar a ordem de reversão, devia ter demitido de imediato, a administração. Só esta, claro, está protegida por um daqueles modernos contratos que obrigam a indemnizações milionárias...
Que mania é esta de haver “uns mais iguais que outros” que leva Estado e administrações a aceitar que gestores e quadros de topo façam contratos, diferentes dos da função publica, que acabam por sempre se mostrarem ruinosos para, todos nós, os contribuintes?