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sexta-feira, 29 de abril de 2011

acabou o mau cheiro e o governo?

O primeiro-ministro e a ministra do Ambiente inauguram hoje a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, um investimento de 70 milhões de euros que vai contribuir para a despoluição em definitivo do Estuário do Tejo, diz o Diário Digital

A 3ª ETAR de Lisboa, um equipamento essencial ao Tejo, à cidade e aos suburbios, será tri-inaugurada para, via dezenas de pmj de jornais, rádios e tv's, encher o olho a imbecis, mas também, tirar o mau cheiro que durante meia duzia de anos poluiu o nariz dos alfacinhas do Casal Ventoso.
Se bem me lembro, o Sistema Interceptor de Águas Residuais da Cidade de Lisboa, está em actividade desde 1996 (1 de Julho) e esta ETAR de Alcantara vem, acompanhada da de Beirolas e Chelas, desde os anos 80 do século passado.
Nos final de 2006, Nunes Correia, o ministro do ambiente que vivia em Campo de Ourique e era um dos lisboetas que mais sofriam e conviviam diariamente com o mau cheiro, inaugurou esta empreitada "de três anos" que iria libertar o seu nariz do cheiro a trampa e afirmou que isso custaria, a nós contribuintes, apenas 64,4 milhões de euros.
O "acrescento" que passou de três a cinco anos, no início deste ano já custava mais 70 milhões de euros, deu oportunidade à ministra Dulce Pássaro, repetir o que havia dito, em Janeiro, junto ao simbólico Cais das Colunas, de voltar a referir que "é agora que o estuário do Tejo vai voltar a receber novas espécies, bivalves e golfinhos incluidos..".

Mas, caro leitor, aproveite e dê uma olhadela ao “O Fado do Tejo Mudou” e vai descobrir como se usa a propaganda para unir em feixe os imbecis e os idiotas úteis que vão "botar na xente".

Confesso que é de louvar que tenham inaugurado este inicio do "fim das obras" dando oportunidade ao próximo governo de "inaugurar", lá para o fim do ano, o fim do imenso estaleiro das construtoras do regime.
Bem sei que "eles" não devem ir mais longe que o inaugurar "inicio do fim" porque, é quase uma tradição, depois da "inauguração" da ETAR de Alcantara cai o executivo da Camara ou do Governo e "eles" não esquecem Carmona, Santana ou Nunes Correia, entre outros... AMEN!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Estuário do Tejo totalmente livre de esgotos não tratados

«O Estuário do Tejo está totalmente livre do depósito de águas residuais não tratadas», com a conclusão do sistema que encaminha os esgotos de 100 mil lisboetas para a estação de tratamento de Alcântara, afirmou hoje a ministra do Ambiente que quiz inaugurar o Tejo sem lixo.
Tempos idos, em 23 de Dezembro de 2006, Alexandra Reis, escrevia que a ETAR de Alcantara ia tratar esgotos de 756 mil pessoas. Para os mais atentos refira-se que Lisboa, três anos mais tarde, no final de 2009 tinha apenas 479 884 residentes... O presidente da Câmara de Lisboa, que acompanhava a ministra, afirmou que «era uma vergonha que uma capital europeia como Lisboa continuasse a ter esgotos sem tratamentos. Esse escândalo foi um escândalo que acabou» e, realçou, "esta foi das obras mais importantes para Lisboa nas últimas décadas».
Ultimas décadas? Seguramente que muita da população alfacinha é demasiado nova para se lembrar que a ETAR de Alcântara, foi construída nos anos 80.
Os trabalhos agora "inaugurados" foram o completar e melhorar o nível de tratamento das águas residuais, a instalação de tratamento biológico, desinfecção e controlo de tratamento de cheiros, bem como a requalificação paisagística e ambiental da área de intervenção de um equipamento de tecnológicamente ultrapassado e velho nos seus quase 30 anos. Contudo os lisboetas, menos novos, deverão lembrar-se que Francisco Nunes Correia, era o ministro do ambiente quando em 2006, inaugurou a obra de actualização agora completada e, na altura, osinformou que estaria completa em 2009. O investimento previsto era de 64,4 milhões de euros, a ETAR ficararia dimensionada para atender a uma população de 756 mil habitantes e o subsistema de saneamento trataria a água produzida em 45 das 53 freguesias de Lisboa, dez freguesias da Amadora e algumas de Oeiras. As obras iriam ter uma comparticipação do Fundo de Coesão de 11 milhões de euros. Quando não existe memória continuamos a comprar "banha-da-cobra" a qualquer um... ou uma!