segunda-feira, 25 de novembro de 2019

a Procuradora Gago ainda está de férias?

“Artigo 332.º – Ultraje de símbolos nacionais e regionais 1 – Quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a Bandeira ou o Hino Nacionais, as armas ou emblemas da soberania portuguesa, ou faltar ao respeito que lhes é devido, é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.”

25 de Novembro de 1975, outra visão!


Os objectivos políticos reais do 25 Nov.75 foram: -
1º Recuo estratégico do PCP/ URSS no controle que detinha sobre o Poder político de Portugal e passagem para os bastidores da revolução, para acalmar o Povo Português e a comunidade internacional, alarmados estes com os excessos comunistas em Portugal.
2º Eliminação das extremas esquerdas anarco comunistas, inúteis e já incontroláveis politicamente pelo PCP.
Descrição e leitura política do 25 Nov.75
Portugal alvorece em pé guerra; o País sofre mais uma convulsão de epilepsia revolucionária.
Capitão para-quedista, recém-chegado de Angola, sou acordado com um telefonema que me diz: -” Vermelho 9”; tal código determina-me a apresentação imediata na Base Aérea da OTAN na Cortegaça, e assim fiz.
Estava em curso a terceira e última golpada do processo revolucionário iniciado com o 25Abr74, acelerado com o 11 Mar.75 e desacelerado intencionalmente com o 25 Nov.75, por razões que adiante se compreenderão.
Na noite de 24 para 25 Nov.75, sargentos e soldados para-quedistas do Regimento de Tancos ocuparam as bases aéreas, prenderam os respectivos Comandantes, e exigiram a demissão do Chefe de Estado-Maior da FAP, o General Morais e Silva.
Os fuzileiros, a PM do Exército, o Ralis e a Escola de Administração Militar etc. solidarizaram-se com os paraquedistas; obedeciam todos às ordens do acéfalo herói de Abril, Major Otelo Saraiva de Carvalho, Comandante do COPCON, Comando Operacional do Continente.
Aparentemente, o PCP e a extrema-esquerda faziam o assalto final ao Poder. Seguiram-se diversos desenvolvimentos militares e políticos para contenção dos revoltosos em pé de guerra; as forças de contenção eram lideradas militarmente pelo Tenente Coronel Ramalho Eanes e, politicamente, pelo Major Melo Antunes.
Aquelas acções e, outras que se seguiram, saldaram-se por três militares mortos entre os Comandos e a Polícia Militar do Exército na Ajuda, e terminaram com o sucesso da facção oposta ao Major Otelo S. de Carvalho.
O Major Otelo é derrubado, mais tarde é detido e bem, depois foi solto e mal; a revolução devorava mais um dos seus filhos, o mais dilecto, e paria novos heróis, como todas as outras.
O TenCor Ramalho Eanes ascende à condição de “herói” circunstancial, é promovido a general e mais tarde eleito Presidente da República; foi o triunfo do seu carisma militar, honestidade pessoal, profissional e confiança política.
No terreno, os mais activos heróis desta “guerra” do 25 Nov.75 foram, no entanto, o Coronel Jaime Neves e os seus Comandos, não desconsiderando as acções relevantíssimas dos 122 oficiais paraquedistas as dos aviões e Oficiais pilotos aviadores da FAP, concentrados na Base da OTAN na Cortegaça (onde estive na circunstância) e de terceiras figuras várias, como foi o General Pires Veloso, Comandante da Região Militar do Porto, dito Vice-Rei do Norte, etc…
O folclórico esquerdista Major Otelo S. Carvalho e seus seguidores, a irracionalidade surrealista da extrema-esquerda, a falta de informação e manipulação política total dos sargentos e soldados paraquedistas, tudo isso foi usado neste golpe magistral do PCP, para este os mobilizar para a execução de acções militares irresponsáveis e que foram usadas, depois de contidas, como razão para eliminar da vida política aquelas forças e entidades de extrema esquerda.
Forças de extrema esquerda aquelas, civis e militares, que tinham sido criadas e alimentadas, intencionalmente, para servirem propósitos revolucionários que se esgotaram com a independência de Angola a 11 Nov.75.
Depois tiveram de ser neutralizadas, porque o PCP as considerava já inúteis, incontroláveis, contraproducentes e também para acalmar a Europa e os EUA, alarmados que estavam com a bandalheira anarco comunista em que Portugal se transformara. Antes do 25 Nov.75, Henry Kissinger, então Secretário de Estado dos EUA, afirmava que Portugal era já, e seria ainda mais, a vacina anticomunista da Europa.
Em Espanha estava em perspectiva a legalização do Partido Comunista Espanhol; a França e a Itália, em vésperas de eleições, esperavam votações significativas nos seus Partidos Comunistas.
Atingido o objectivo prioritário da URSS/PCP pós 25 Abr.74, ou seja, a descolonização total pró URSS, o PCP tinha de sair da ribalta política em Portugal, para que os avanços europeus atrás previstos se concretizassem, e para que o comunismo português não se transformasse na tal vacina de que Kissinger falava, o que não interessava à URSS. E foi isso que a dupla PCP/URSS fez com o 25 Nov.75, deu uns passos atrás em Portugal para acalmar e avançar na Europa, e sossegar os sentimentos anti comunistas em Portugal.
Como é que o PCP organizou o 25Nov.75?
O 25 Nov.75 foi concebido, planeado e dirigido encobertamente pela URSS/PCP e alguns elementos do MFA, Movimento das Forças Armadas.
Raimundo Narciso do PCP, que em 75 tratava dos “assuntos militares”, afirmou que de facto o PCP foi a cabeça da organização da contenção do 25 Nov.75, e foi também quem orientou a esquerda militar, liderada por Otelo S. de Carvalho, na organização e lançamento do mesmo, seja, criou o incidente e controlou, sempre à rectaguarda, as duas facções em oposição. Desde o 25 Abr.74, que a URSS controlou em absoluto o poder político e militar em Portugal através do PCP e seus sucedâneos, até nos conseguir “expropriar” todas as colónias, com o nosso acéfalo contentamento, empenhamento e crença convicta nos vigários contos das verdades deles, que fizemos nossas.
A última colónia a ser entregue à URSS foi Angola, em 11 Nov.75 e em formato de neocolónia; não foi por acaso que o 25 Nov.75 ocorreu logo 14 dias depois do 11 Nov.75.
O 25 Nov.75 estava a ser preparado desde Agosto 75, pelo maquiavélico Major Melo Antunes, através do seu “Documento dos Nove”, inspirado este, encobertamente, pelos interesses do PCP.
Andei, pessoalmente, a fazer sessões de esclarecimento sobre este documento em Angola, na qualidade de eleito na Comissão MFA do Batalhão de Paraquedistas, BCP21, convencido eu que este seria para conter os excessos ditatoriais do PCP e afins em Portugal; foi e não foi, tempos de enganos e desenganos!
Este então célebre documento, pelo seu propositado conteúdo anti excessos políticos em curso no Verão de 75, serviu para captar todas as forças à direita do PCP e para as preparar mental e operacionalmente para uma acção normalizadora desses excessos, e que vieram a constituir as forças de contenção do 25 Nov.75.
Para ultimação do 25 Nov.75, o Coronel Mankeiev da KGB/ URSS chegou a Portugal em 18 Nov.75 e partiu em 23 Nov.75, tendo estado no quartel general do COPCON, Forte do Alto Duque, com o Major Otelo e com uma célebre figura do PCP, Jaime Serra, responsável das acções clandestinas do partido.
De 18 Nov. a 23 Nov.75 e no COPCON, estas entidades finalizaram os detalhes da componente política , operacional e ofensiva do 25 Nov.75, ou seja, o plano cumprido pelas forças militares que seguiram Otelo, em particular os Paraquedistas, a Polícia Militar, Fuzileiros e outros… ligados à extrema esquerda.
Eu confirmei, pessoalmente, a vinda e estadia do Coronel Mankeiev no COPCON, em documentos escritos constantes do processo do Otelo/COPCON, quando mais tarde integrei, oficialmente, a Comissão Nacional de Averiguações aos Acontecimentos do 25 Nov.75.
O Expresso noticiou também na altura esta presença, assim como a sua chegada e partida ao aeroporto de Lisboa.
Ambas as facções em confronto no terreno, os civis e militares do Major Otelo, aos quais o PCP esteve inicial associado, e os seus opositores liderados pelo TenCor Ramalho Eanes, todos foram telecomandados pelo PCP, uns mais e outros menos conscientes disso, mas a maioria ainda hoje está convicta de outra coisa qualquer.
Da facção do TenCor Ramalho Eanes (onde me incluía entre os oficiais paraquedistas), só o Major Melo Antunes tinha pleno conhecimento de tudo, pois foi ele o seu principal planeador político militar, sob orientação do PCP e este da URSS. (Rússia)
O Major Otelo ignorava que, para ele e toda a extrema-esquerda que o orbitava, estava reservado, desta vez, o papel de carneiros a serem sacrificados no altar da revolução e dos interesses da URSS (Rússia), e foram eliminados nas suas próprias inocências úteis.
A arte e a eficiência da dupla URSS/PCP na concepção, planeamento e execução de tais acções, autênticas obras-primas do golpismo político militar, de engenharia da opinião pública, de manipulação dos militares, do povo e da política, foram absolutamente notáveis, de tal modo que esta verdade ainda hoje não é compreendida e nem sabida.
Ultrapassando este incidente do 25 Nov.75, importa considerar que houve uma inteligente, oportuna e eficaz lógica política golpista, sequencial e inexorável, de todos os eventos da revolução em Portugal, que não foi e não é acessível à opinião pública comum, intoxicada com correcções políticas.
As versões oficiais dos eventos chave do processo revolucionário português, sejam o 25 Abr.74, o 28 Set.74, 11 Mar.75 e 25 Nov.75 estão manipuladas; só a cronologia dos factos conhecidos e os agentes activos à vista estão correctos, e pouco ou nada mais.
Qual foi a lógica sequencial e os propósitos políticos subjacentes ao 25 Abr.74, 28.Set.74, 11 Mar.75 e 25 Nov.75?!
Os objectivos imediatos do 25 Abr.74 foram: - 1º mudar o regime, 2º terminar a guerra do Ultramar e 3º descolonizar, exclusivamente, em favor da URSS (Rússia), conforme Pacto de Paris de 27 Set.73, inspirado pela URSS (Rússia) e acordado entre o PCP e o PS.
Feito o 25 Abr.74, mudado o regime, declarado o fim das acções ofensivas das FAP´s em África logo na 2ª semana de Maio, pelo General Costa Gomes (pró PCP), CEMGFA, havia, pois, que descolonizar em favor da URSS (Rússia).
Mas o General A. Spínola, Presidente da República, e porta Bandeira do 25 Abr.74, era contra a descolonização sumária, imediata e pró URSS. Spínola defendia um processo de descentralização e autonomia das províncias que, ao longo de um período alargado de tempo lhes permitiria o acesso às independências, com salvaguarda dos interesses de todas as partes envolvidas, no contexto duma Federação de Estados sob a Bandeira de Portugal. (era também o pensamento da CIA/EUA).
Por este facto, as entidades comprometidas com a descolonização pró URSS (Rússia), (Pacto de Paris de 27 Set.73), o PCP e a esquerda em geral, tiveram que neutralizar politicamente o General Spínola. Para o efeito, conceberam e realizaram a chamada marcha da “Maioria Silenciosa” em 28 Set.74, fazendo constar e parecer ter sido inspirada pelo General A. Spínola, a quem acusaram (via intensa propaganda dos média, controlados pela esquerda) de querer usar tal “Maioria Silenciosa” para reverter as conquistas de Abril e forçaram o General a resignar da Presidência.
Mas, o General Spínola, embora resignado de funções oficiais, continuou a polarizar em torno de si muitos militares e civis , dotados estes de elevada consciência dos interesses nacionais, e que discordavam das descolonizações imediatas pró URSS (Rússia), sem consultas prévias e ou eleições.
Identificado o General Spínola e os seus “seguidores” pelo PCP e afins, como obstáculo à descolonização pró URSS, e à sua aceleração, houve que os neutralizar política e fisicamente, o que o PCP e satélites políticos efectivaram com a golpada do 11 Mar.75, enfiando nas enxovias de Caxias todos os civis e militares listados como opositores a tal desiderato; só os libertaram, sem julgamento, depois da independência de Angola.
Com o General Spínola a monte e fugido do País depois do 11 Mar.75 e os potenciais opositores à descolonização pró URSS todos enjaulados em Caxias, sendo o Presidente da República Costa Gomes e o PM Vasco Gonçalves, dois convictos pró URSS (Rússia), Portugal avançou rapidamente e em força com a entrega de todas as colónias à URSS (Rússia), na pessoa dos seus movimentos armados naquelas províncias, através das hipocrisias das independências neocoloniais.
Simultaneamente, a sovietização do País ia de vento em popa, de que resultaram graves inquietações políticas internacionais dos EUA e Europa e mais ainda nacionais, face à intensiva comunização do País.
Tendo a URSS (Rússia) atingido todos os seus objectivos em Portugal em 11.Nov.75, com a independência neocolonial de Angola em seu favor…. a URSS decidiu então avançar com o 25 Nov.75, usando para o efeito o seu PCP e sucedâneos.
Conforme já atrás exposto o 25 Nov.75 foi, pois, planeado e levado à execução pelo PCP para eliminar a já inútil e incontrolável extrema-esquerda, e para recuar na sovietização do País, camuflando-se nos bastidores do poder e, acalmar assim a Europa e os EUA, e o próprio povo português, que já andava a incendiar as sedes comunistas pelo País fora, de Rio Maior para Norte.
O Major Melo Antunes salvou o PCP de ser perseguido e afectado pelo 25 Nov.75, ao fazer uma intervenção urgente e convincente na RTP, garantindo aos portugueses ser o PCP essencial e necessário à democracia.
Neste processo histórico, iniciado com o 25 Abr.74, os políticos e o povo em geral foram manipulados por modernos catecismos políticos, com ideias novas e ou reformatadas e variados “ismos”, mas, os seus objectivos reais foram e são sempre os mesmos: - O saque do Homem pelo Homem, ou neste caso, dum Estado (Portugal) por outros Estados (URSS), tudo mascarado sempre, com as mais nobres ideologias, utopias e valores humanos em alegado proveito dos povos deles vítimas.
Do 25 Nov. 75 diz-se hoje ter sido feito por militares e políticos honrados e corajosos, que se organizaram militar e politicamente, para devolver a Liberdade aos portugueses que lhes foi dada em 25 Abr. 74 e roubada ainda nesse dia pela URSS através do PCP, assim resultou, mas a história não foi linear, foi como aí está expressa.
José Luís da Costa Sousa
Capitão Paraquedista
que integrou toda a acção do lado oposto ao Otelo Saraiva de Carvalho e extrema esquerda, e integrou também a Comissão Nacional de Inquérito aos acontecimentos do 25 de Nov. 75.

foi há 52 anos !

Na noite de 25 para 26 de Novembro de 1967, chuvas intensas abateram-se sobre a área da Grande Lisboa (Lisboa, Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira e Alenquer), com as inundações a causarem um elevado número de mortos, milhares de desalojados e inúmeras habitações destruídas.
Na primeira edição do dia 26 de Novembro, o título da primeira página do Diário de Lisboa refere “Chuva e morte: mais de 200 vítimas”. Quatrocentos e vinte e sete mortos indicava o Diário de Notícias a 29 de Novembro de 1967, pouco antes da censura ter imposto a cessação da contagem pública (Diário de Notícias, 29/11/1967, nº 13060). Os números oficiais falarão posteriormente de 462 vítimas mortais. A verdade é que ainda hoje não se sabe com rigor quantas pessoas morreram naquela tragédia. Sendo certo que os números apresentados pecam por defeito, também é certo que alguns dados indicados, dezenas de anos depois, podem pecar por excesso (cerca de 700 mortos). Na verdade, é plausível aceitar-se um número certamente superior a 500 mortos, atendendo a que uma semana após a tragédia ainda se retiravam alguns cadáveres das lamas acumuladas em Algés e se continuava a falar de vários desaparecidos que teriam sido arrastados até ao rio Tejo. Esse elemento explicará o facto das contagens de mortos se terem interrompido alguns dias após a tragédia, quando esses números ainda não estavam determinados e persistiam acções de auxílio no terreno. Nestas situações, e em especial quando os poderes públicos não querem revelar toda a dimensão da tragédia, a imprecisão é grande. ( in “As inundações de 1967 na região de Lisboa Uma catástrofe com diferentes leituras” )

domingo, 24 de novembro de 2019

os spin doctors e o Partido Chega

As 4 mentiras com que a Propaganda, ou Comunicação Socialista está a intoxicar sobre André Ventura.
1 - A manifestação acabou por causa da intervenção de Ventura 2 - Os polícias não compram o seu material 2 - Ventura pediu para falar 3 - Ventura foi aplaudido mas também foi vaiado

Que sucedeu mesmo no 25 de Novembro?

No dia 25 de Novembro de 1975, no final do período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril, Portugal esteve à beira de uma guerra civil.
Depois de um período de disputa pelo poder político-militar, que abrange todo o Verão de 1975, as forças democráticas que lutavam por uma democracia do tipo europeu, e as forças pró-comunistas, que procuravam impor ao País um regime autoritário próximo do dos países comunistas, enfrentaram-se em Lisboa.
Venceram os moderados e o caminho para a democracia foi reaberto.


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

supremacia branca ou inferioridade jornalística


Este post dedico-o aos jornalistas e imprensa a que temos direito que hoje são gozados nas redes sociais pela iliteracia ou pela cumplicidade na divulgação de “fake news”
e como todos vimos “o violento” Movimento Zero na Manifestação das Foras de Segurança fica aqui mais uma brilhante antecipação do  Rui Casanova um jornalista de “primeira água” (Que ao que parece meteu muita!) e de postecipação da Cátia Bruno e da Rita Penela no Observador destas pode ler-se:
 “O facto ganha especial relevância pela acusação que tem sido levantada de que o Movimento Zero poderá estar associado à extrema-direita. Isso mesmo disse em comunicado um grupo que [surgiu sob a capa do anonimato nas redes sociais e ninguém sabe ao certo quantos membros tem ou sequer quem os lidera] auto-intitulou-se “Comissão de Polícias pela dignidade e dignificação da Polícia”, na semana passada, falando numa ligação “indisfarçável” à extrema-direita e ao Partido Chega, de André Ventura — que discursou na manifestação desta quinta-feira.” (in “Gesto do Movimento Zero tem ligações à extrema-direita? Membros do grupo rejeitam associação”) 
e do fabuloso jornalista Rui Casanova em mais um excepcional artigo de opinião pudémos ler:
“O Movimento Zero apareceu há cerca de seis meses e é um grupo sem rosto composto por agentes da GNR e PSP que luta por melhores condições de trabalho. Mas o movimento tem sido associado à extrema-direita e isso está a preocupar as forças policias, que têm marcada para quinta-feira, dia 21 de Novembro, uma manifestação à porta da Assembleia da República. O Movimento Zero já fez saber que vai lá estar.
O aviso surgiu sob forma de alerta interno. Um grupo denominado “Comissão de Polícias pela dignidade e dignificação da Polícia” enviou na quinta-feira um comunicado à PSP e GNR onde chama à atenção para a ligação “indisfarçável” do Movimento Zero à extrema-direita e ao partido Chega, liderado por André Ventura. E alerta também para a presença deste grupo não-identificado no protesto de quinta-feira.” (in “Movimento associado a extrema-direita junta-se a manifestação de polícias na Assembleia” no Observador)

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

um acto "vergonhoso....

Grades metálicas cercam já todos os acessos à Assembleia da República e estão também a ser colocadas barreiras de betão com mais de uma tonelada para reforçar esta protecção.
"A casa da Democracia está a ser cercada. Para além das grades que já nos habituaram, agora também, imagine-se, com blocos de cimento de quase uma tonelada cada. Mas em que país estamos em que os maus da fita, afinal, são aqueles que todos os dias são o garante da segurança e do Estado de Direito Democrático?!!! Que país é este que menospreza as suas forças de segurança?". (César Nogueira, dirigente associativo) 
"Este é o cenário que está a ser montado junto à casa da democracia, para receber amanhã os polícias. O Governo não tem que ter medo, o Governo deve é ter vergonha na forma como tem tratado as forças de segurança, com as suas múltiplas promessas, com a ausência de condições de trabalho, salário digno, entre outros"
Esta "medida de segurança" surge depois do comando da PSP de Lisboa ter proibido que os seis agentes marcassem o gozo de folgas ou dias de férias para esta quinta-feira, o que para as associações sindicais se trata de uma tentativa de condicionar a participação dos polícias na manifestação.

sábado, 16 de novembro de 2019

Os Crimes de Lênin e Stalin

discurso do líder do Partido Liberal-Democrata da Rússia, Vladimir Zhirinovisky, 
no Parlamento da Federação Russa

Principais Impostos Indirectos


Os Impostos indirectos subiram nos últimos 4 anos. São já 55% da carga fiscal e o Santos da Costa não garante que não aumentem mais:
IVA, IUC, ISV, IMT, IS, ISP, IT, IABA

IVA Imposto de Valor Acrescentado (IVA) é, provavelmente, um dos impostos indirectos mais conhecidos pelos portugueses. Este imposto está incluído nos preços de, praticamente, todos os bens e serviços que adquirimos. O valor máximo do IVA em Portugal é de 23%, um dos mais altos da Europa.
IUC Imposto Único de Circulação (IUC), pago anualmente, aplica-se a quase todos os veículos motorizados terrestres e embarcações de recreio e aeronaves de uso particular. O objectivo é taxar os contribuintes pelo custo ambiental e viário que estes provocam. É calculado tendo em conta a categoria do veículo, o ano da matrícula em Portugal, o tipo de combustível e a cilindrada.
Adicional de IUC O Imposto Adicional de IUC aplica-se aos veículos mais poluentes comprados em Portugal a partir de Janeiro de 2017.
ISV Imposto Sobre Veículos (ISV) recai sobre a primeira matrícula de automóveis e motos. É pago no momento de compra, se for novo, ou no processo de legalização de um veículo importado, quer seja usado ou não.
IMT Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) é cobrado sempre que está em causa um contrato de compra e venda de imóveis.
IS O Imposto do Selo (IS)  existe como forma de taxar a realização de determinados actos, contratos ou negócios jurídicos e na emissão de alguns documentos, livros, papéis, títulos, entre outros.
ISP Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) é um dos Impostos Especiais de Consumo sobre os quais houve um aumento generalizado na ordem dos 1,4%. O ISP aplica-se sobre a gasolina, o gasóleo, o gás propano e butano, o petróleo e o GPL que se destinem à venda ou ao consumo como carburante ou como combustível, com excepção da turfa e do gás natural.
IT O Imposto sobre o Tabaco incide sobre charutos, cigarrilhas, cigarros e diferentes tipos de tabaco.
IABA O Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas (IABA) incide sobre cerveja, vinhos e outras bebidas fermentadas; produtos intermédios; bebidas espirituosas/alcoólicas; álcool etílico.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

mais uma geringonça!


Curiosamente esta “geringonça” à  espanhola cheira-me a uma coisa que já conhecemos
em Portugal: foi negociada antes das eleições!


Somando os 120 deputados do PSOE aos 35 do Unidas Podemos e aos três do Más País, o bloco das esquerdas ficaria com 158 deputados e a 18 de alcançar metade dos lugares do congresso.
mas com acordos parlamentares tipo “geringonça”
juntando-lhes os deputados eleitos pelos oito partidos que se identificam com a área política da esquerda e extrema-esquerda, incluindo os independentistas da Catalunha e do País Basco, é possível alcançar uma maioria de 197 deputados que, contudo, só poderá funcionar “à portuguesa” com base na agitação e propaganda (que o Sanchez conhece bem!) e numa imprensa submissa (que felizmente não existe na Espanha!)
a ver vamos...

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

da escravatura!

Daniel Nunes é uma autoridade mundial na temática relacionada com a escravatura.
Estes artigos complementam este vídeo. Recomendo a sua leitura

eleições legislativas Espanha

eleições legislativas Espanha!





habituada a enganar tótós 
a imprensa a que temos direito mostrava-nos o previsível “bom resultado” do PSOE

domingo, 10 de novembro de 2019

a Direita em Portugal!


uma excelente exposição de Jaime Nogueira Pinto no Observador sobre a Direita Moderna! Acima de tudo um texto académico talvez demasiado longo para o leitor comum! Fica aqui o pedaço que diz respeito a Portugal! Se tiver tempo ou se, sem tempo, tiver interesse: LEIA!

Esta definição de Direita agrada-me:
«Respeita a religião, a memória colectiva, a família. Tem uma concepção orgânica da sociedade; valoriza a pessoa e as suas liberdades mas não sacraliza o individualismo e o arbítrio. Por isso, embora veja na iniciativa privada e no mercado livre a melhor forma de dinamizar a economia e criar riqueza, sustenta que há uma ética de justiça e de solidariedade que, em nome do interesse colectivo, deve corrigir as desigualdades mais profundas e proteger os grupos mais débeis, reforçando a coesão nacional. Sendo pela liberdade económica, está longe dos dogmas ultra-liberais.[.]
Em síntese, a direita é tendencialmente nacionalista em política, liberal-solidarista em economia e conservadora em costumes.» 
A Direita em Portugal!
A partir do fracasso da República dos Democráticos, da reacção militar do 28 de Maio e do Estado Novo, a direita governou autoritariamente Portugal por quase meio século. Quando a esquerda chegou ao poder, pelo golpe militar do 25 de Abril, a esquerda mais radical – poderosa em termos de activismo de rua e de influência no MFA – tratou de neutralizar e eliminar a direita que existia. De resto, a esquerda tinha, há muito, a hegemonia cultural, uma vez que Salazar, ao centralizar e monopolizar o pensamento político da direita e ao domesticar a sua própria área política, fora secando intelectualmente as direitas, facilitando, paradoxalmente, o domínio da esquerda na cultura. Fosse como fosse, quando do golpe militar de Abril, a direita que existia ainda tinha visões alternativas à descolonização, ideias políticas e alguma capacidade de mobilização de quadros e de militantes.
A sua neutralização fez-se manipulando e aproveitando os golpes de 28 de Setembro de 1974 e de 11 de Março de 1975 e com o silêncio de Pilatos do PPD-PSD e do CDS, que depois aceitaram o Pacto MFA-Partidos para sobreviver. Eram uma direita conveniente à esquerda e, por isso, tolerada. Tinham um eleitorado de direita mas, ideologicamente, não tinham valores de direita, além do anti-comunismo e de uma vaga defesa da economia liberal.
O que é estranho é que, mais de 45 anos sobre o 25 de Abril e quase 44 anos sobre o 25 de Novembro, a direita partidária ainda esteja nesse registo assustadiço, preferindo ser ou dizer-se de centro, de centro-direita ou até de centro-esquerda.
Isto ainda é mais extraordinário num tempo em que a direita, nas suas várias formulações, cresce e se multiplica por toda a parte, por reacção ao domínio de um ultraliberalismo e de uma globalização sem limites, conscientemente servidos ou inconscientemente viabilizados pela ideologia da chamada “Nova Esquerda”,
Portugal deve ser hoje o país mais à esquerda da Europa Ocidental e o que tem mais representações parlamentares de extrema-esquerda: a comunista, a bloquista, e as do populismo radical – planetário, animalista, racial e sexual.
Como reconstruir em Portugal uma direita que seja idealista e realista; uma direita que, respeitando o tempo passado, seja deste tempo? Como consolidar aqui uma direita que não seja uma amálgama de slogans ocos, nem se sinta obrigada a apresentar constantes atestados de bom comportamento perante o sistema e a sua retórica, adoptando servil e acriticamente as categorias impostas pela semântica da esquerda doméstica do séc. XX? Como mobilizar uma direita nacional que não se molde à imagem caricatural que a esquerda faz dela nem se perca em chavões importados, roncantes e patrioteiros, alheios à realidade do nosso passado, presente e futuro?
Estamos num tempo de reacção e a reacção começa pela negação do estabelecido e envolve uma certa radicalidade. Por isso, e porque as sínteses vêm depois das antíteses, só muito dificilmente se chegará agora à síntese.
Desde 2016 que, na Europa e nas Américas, as direitas ganham referendos e eleições, elegendo governos e partidos populares e abalando o que parecia sólido e inamovível. Estas direitas são identitárias e são nacionais e, quer sejam mais conservadoras ou mais liberais em costumes, respeitam a propriedade e a liberdade económica, pondo-lhes limites de interesse nacional e de justiça social. Não negam o projecto europeu mas querem uma Europa das Nações, com base nas soberanias nacionais e na tradição cristã europeia, e não uma federação ou confederação de interesses económico-financeiros, em que os grandes – países e corporações –mandam, com a cumplicidade de elites periféricas, cuja ambição máxima é serem procônsules ou mesmo capatazes dos seus próprios povos.
Sem pretender excluir outras famílias ideológicas que também cabem na direita e sem nunca descurar as nossas especificidades históricas e culturais, são, aparentemente, estas as linhas de identificação à direita capaz de responder aos presentes desafios. Até porque, como o conceito é relacional, será esta a direita passível de se integrar no movimento das direitas nacionais e populares que agora contesta a hegemonia política do bloco central e o domínio cultural de uma esquerda também renovada.




Reichspogromnacht: a "noite dos cristais quebrados"


Enquanto o resto do mundo parecia não levar o genocídio a sério, o Partido Socialista dos Trabalhadores Alemães e o seu Secretário-Geral, Adolfo Hitler, na Kristallnacht, a "noite dos cristais quebrados", viam aplicada sua política de limpeza étnica.
Na noite de 9 de Novembro de 1938, alemães militantes e simpatizantes nacional socialistas  mataram judeus, incendiaram sinagogas, saquearam e destruíram lojas da comunidade judaica, perante a passividade da polícia e dos bombeiros.
A perseguição nacional socialista à comunidade judaica alemã tinha começado em Abril de 1933, com a convocação ao boicote de estabelecimentos pertencentes a judeus que pouco depois foram proibidos de frequentar estabelecimentos públicos, inclusive hospitais e universidades.
Antes, no Outono de 1935, a perseguição aos judeus, apontados como "inimigos dos alemães", atingiu outro ponto alto com a chamada "Lei de Protecção à Saúde Hereditária do Povo Alemão" que que retirava a cidadania alemã dos judeus e os proibia de se casarem ou terem relações sexuais com pessoas de "sangue alemão ou seus descendentes".

sábado, 9 de novembro de 2019

o muro caiu mas...

História para os mais novos...

foi em Novembro faz 30 anos...
não o escondam às gerações que nasceram antes de 1989! 

(Mais cedo ou mais tarde elas vão descobrir a verdade e dizer "Chega"!)



os 30 anos da queda do Muro de Berlim e o quadro de Vasco da Gama no Parlamento

os 30 anos da queda do Muro de Berlim, a polémica sobre o quadro de Vasco da Gama no Parlamento, mortalidade infantil e os tempos em que não havia casas de banho dentro de casa.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Soldados da Paz!

Homenagem da Câmara de Alcochete aos nossos Bombeiros!



a tentação dos extremismos...


A polémica entre a burmedjus Joacine  e o Daniel Oliveira foi o caso do fim-de-semana. Não foi só um arrufo das redes sociais, antes uma amostra das divisões que há entre as vários tribos da esquerda.