terça-feira, 11 de setembro de 2018

ainda sem palavras...

não foi manif...foi lembrete!

"Com um Governo que não conta o tempo completo dos professores, mesmo negociando o prazo e o calendário, não há acordo possível", afirmou o Nogueira aos jornalistas.
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Costa responde que "com um dirigente sindical tão intransigente, relativamente à proposta que o Governo apresentou, não há acordo possível".

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O partido das taxas imobiliárias

Apoiado por uma imprensa de jornalistas avençados e aliado do Partido Socialista do António Costa,
“O Bloco de Esquerda é mesmo o partido dos impostos imobiliários, o caça-riqueza, o salteador dos investidores. No último orçamento desta legislatura, Catarina Martins inventou um novo imposto sobre as mais-valias imobiliárias, que o Bloco classifica de “especulativas”, veremos depois o que isso quererá exactamente dizer. E, do que se sabe, o PS vai mesmo alinhar na sua aprovação, para garantir mais uns milhões que pagam as medidas populares para ganhar as próximas eleições. O imposto até já tem o carimbo de um dirigente do Bloco…

Qual é a justificação de Catarina Martins? Em primeiro lugar, a justificação escondida: O Bloco de Esquerda quer expiar o caso Robles, o vereador bloquista da Câmara de Lisboa que se dizia contra a pressão imobiliária nos centros urbanos, contra os despejos, e estava, ele próprio, a tentar vender um prédio em Alfama por mais de cinco milhões de euros. Um caso que mostrou a hipocrisia política em todo o seu esplendor, o falso moralismo de um partido que, afinal, é igual aos outros nos defeitos. As virtudes, essas, ainda se procuram… Especialmente porque, numa primeira resposta, e já com os dados necessários para uma decisão, o BE tentou dizer-nos que não havia contradições. Havia, claro, e o dirigente bloquista é agora um proscrito, que serve de mau exemplo citado nas entrevistas de quem manda no Bloco.” (in “O partido das taxas imobiliárias” por António Costa)

Ministério Público investiga compra de casa de Fernando Medina...

A notícia é dada pelo jornal i desta quarta-feira, 13 de Setembro de 2017
O Ministério Público está a investigar a compra de uma casa por parte do actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, a uma familiar de líderes da construtora Teixeira Duarte.
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Em causa está a compra de um duplex na Avenida Luís Bívar, em Lisboa, por Fernando Medina. O imóvel foi adquirido por 645 mil euros, por um valor inferior ao que é considerado como estando a ser praticado no mercado e dos 843 mil euros que a antiga proprietária tinha pago em 2006, remata o jornal Público.
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As primeiras notícias sobre a compra da casa, pelo Observador, davam conta de que Medina tinha declarado ao Tribunal Constitucional (TC) um sinal de 220 mil euros pelo imóvel, mas não actualizou a sua declaração de património com o valor restante da transacção quando efectivou a compra da casa em Setembro de 2016

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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

o aliado do Partido Socialista do César, Costa & Rodrigues

coberto, divulgado e louvado por uma parte da imprensa a que temos direito
“o BE não gosta de quem cria riqueza, quer acabar com os ricos para ter um país de pobres onde o seu discurso alastra como uma praga. Sem perceber, ou percebendo muito bem, que o país tem pobres a mais e ricos a menos. E antes de redistribuir, é preciso criar. O ataque, o confisco, a quem acumula capital, o capital que o país tanto precisa e sem o qual não haverá investimento, até pode ter efeitos orçamentais no curto prazo, como já teve o “imposto Mortágua”. Mas vai ter consequências muito negativas a médio prazo para o país. Os portugueses não vão querer acumular, estão a ser incentivados a gastar, a consumir, os estrangeiros acabarão por deixar de ter Portugal como destino.
No final, haverá uma ‘taxa Robles”, mas não haverá receita, porque não haverá quaisquer mais-valias, especulativas ou não.
mas
A ignorância em matérias económicas é enorme, a que se junta, também, a ganância política. A economista Vera Gouveia Barros tem escrito de forma tão clara como pedagógica sobre o mercado imobiliário e as medidas que ameaçam acabar com um mercado que está a contribuir decisivamente para o crescimento económico dos últimos anos, o imobiliário.
Sobre os disparates que se dizem, como a defesa do tabelamento dos preços máximos na venda e arrendamento. 

domingo, 9 de setembro de 2018

le noveau monstre des mers...

le bateau est aussi un pollueur des mers.
Le Saint-Exupéry carbure au fuel lourd et émettrait autant de CO2 que 55 millions de voitures.
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Une situation dénoncée par Nicolas Hulot le jour de sa demission:
"C'est une superbe performance technologique, mais est-ce bon pour la planète ?
La réponse est non".
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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

para os mais esquecidos, “poucochinhos” e outros idiotas-úteis...

Em Dezembro de 2017, uma investigação da jornalista Ana Leal da TVI, revelava centenas de documentos que punham em causa a gestão da presidente da associação ‘Raríssimas’. Um escândalo nacional que fez, inclusivamente, cair um secretário de Estado, Manuel Delgado, e fez “tremer” o ministro Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.

A Paula Brito e Costa foi acusada de usar dinheiros da instituição em deslocações fictícias e gastos pessoais, entre os quais roupas e compras de supermercado. Na sequência da reportagem da estação de Queluz, a fundadora da associação Raríssimas foi constituída arguida, por suspeitas de três crimes: peculato, falsificação de documentos e recebimento indevido de vantagem.
e ainda mais:
o Vieira Silva sabia dos problemas nas contas da Raríssimas? a Paula Brito e Costa recebia o vencimento previsto na lei? a Sónia Fertuzinhos desenvolveu trabalho sobre doenças raras? E o que mais se sabe das “ferias” da Paula com o Manuel?

Veja as respostas AQUI

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Bloco dos apartamentos...

Robles ...
Sobre o caso Ricardo Robles eu tenho de contar aqui uma história. Com a devida autorização das pessoas. E esta seria mais uma pequena história vulgar e banal de rapacidade e de lucro sem o Vereador Robles DESPEJOU pessoas e LIQUIDOU um pequeno negócio e COLOCOU 4 TRABALHADORES NO DESEMPREGO e atirou outro para a reforma antecipada.
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Este senhor que teve de se reformar aos 63 anos era um pequeno comerciante. O Sr. Augusto. Trabalhou desde miúdo num restaurante do sócio do meu pai, na Rua Augusta. E como é tantas vezes comum no ramo do comércio o Sr. Augusto, na altura com trinta e tal anos, decidiu estabelecer-se por conta própria, autonomizando-se dos seus patrões. Talvez não saibam mas a cada vez mais exígua comunidade de antigos comerciantes da restauração na Baixa e no Centro de Lisboa é quase uma família. Com as suas zangas, as suas rivalidades. Mas igualmente solidários uns dos particular interesse não fora a mentira mais descarada que a elite dirigente do partido do Vereador Robles tenta espalhar.
Só que ainda que repitam esta mentira mil vezes nunca a deixaremos passar por verdadeira. E a verdade é esta: outros em caso de aflição, e sempre dispostos a ajudar a desencravar alguém. Foi assim que o Sr. Augusto teve alguma ajuda inicial dos seus patrões a que adicionou as suas economias.
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Comprou um trespasse de um pequeno café/snack bar em Alfama, num prédio antigo, e aí investiu tudo. Fez beneficiações e criou empregos. O pequeno restaurante/café era humilde: não era trendy, não era fancy, nunca foi gourmet, também não servia cozinha étnica. Servia mini-pratos e meias-doses aos almoços e servia bolos encomendados de pastelaria aos pequenos-almoços e aviava umas sandes aos lanches. A decoração era básica mas digna. Igual a milhares e milhares de estabelecimentos familiares pelo país fora que sustentam o emprego de centenas de milhares de pessoas.
 Quando o Sr. Augusto começou a laborar no prédio já o 1’Andar estava afectado ao estabelecimento como armazém, onde tinha as arcas frigoríficas e onde estavam os arrumos do pessoal. Assim por lá esteve durante 26 anos a trabalhar e a dar trabalho a terceiros.
Nunca soube que a Segurança Social, seu senhorio, tinha colocado o prédio à venda.
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Nunca pôde assim concorrer ao leilão. A consequente chegada do então Deputado Municipal Ricardo Robles à sua vida teve o efeito da chegada de uma desgraça, de um tornado que lhe virou a vida de pernas para o ar. O seu novo senhorio só o deixaria continuar a laborar sem o 1’ andar para além da duplicação do valor da renda.
O Sr. Augusto aceitaria até pagar uma renda maior mas não poderia aceitar ficar com um espaço significativamente menor, sem ter onde colocar as suas arcas. O seu modelo de negócio sempre foi aquele e nunca poderia alterar a sua vida para ali passar a vender apenas quiches e rissois e comida vegan. Não houve entendimento. Para sair o Deputado Robles ofereceu-lhe 5000€ pelo seu investimento e por uma vida de trabalho. O Sr. Augusto exige 120000€ há quase três anos num caso que se vai arrastando em tribunal.
Entretanto aos 63 anos reformou-se. E os seus 4 empregados ficaram sem emprego, e foram parar ao subsídio de desemprego sem um tostão de indemnização. Pessoas como o Sr. Augusto foram os perdedores da troika. Ao passo que investidores sagazes como o Vereador Robles foram os ganhadores da troika.
Houve pois gente insuspeita que lucrou com a crise. É esta pois uma história de perdedores e de vencedores. Pequenos comerciantes de Lisboa como o meu pai, o seu sócio, o Sr. Augusto, foram os heróis silenciosos deste país. Aguentaram os piores anos da crise sem baixar os braços, a trabalharem sempre até caírem de velhos sem nos sobrecarregarem na Segurança Social, mantiveram empregos fazendo das tripas coração para não despedirem ninguém nem tirarem o pão a famílias, assegurando que o seu pessoal é também a sua família, suportando a carga fiscal, as alterações à Lei do Arrendamento,

mas acima de tudo aturando o discurso moralista e superior de uma cambada de meninos privilegiados que berravam contra a troika enquanto privadamente até ganhavam com ela. Pessoas como o Sr. Augusto, como o meu pai, que trabalharam toda uma vida, que agora ficaram fora de moda, não têm ninguém que os represente

cegueira cultural: o grande problema de Lisboa

Só por cegos, os dois últimos presidentes da Câmara de Lisboa, poderão não ser vistos como aqueles, que sendo culturalmente diferentes, tem vindo a descaracterizar a cidade.
Modernizar! Dizem-nos...
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Era praticamente a última das vivendas que em tempos marcaram a paisagem da Avenida de Berna, em Lisboa.
Hoje para quem passa o portão número 64 da Avenida de Berna, em Lisboa, em frente à Fundação Gulbenkian, junto à Praça de Espanha, torna-se difícil imaginar que em 1943 aqui se ergueu um restaurante sob a alçada de um casal de refugiados da segunda Guerra Mundial. Era uma casa branca de arquitetura antiga, trepada por folhas verdes que se estendiam sobre as nossas cabeças desde o portão principal até à entrada, janelas de bordas amarelas gastas pelo tempo, telha laranja a cobrir o teto e o característico arco de boas vindas com a inscrição "La Gôndola".
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Desenhado em 1928 pelo engenheiro Júlio Salustiano,  o primeiro restaurante italiano de Lisboa, La Gôndola, conheceu a luz do dia poucos meses depois de Enrico Mandillo e Maddalena Ranedda fugirem juntos de Itália e se instalarem em Lisboa, no fim da Segunda Guerra Mundial. Ele um poeta, jornalista, oficial da Marinha e adepto do fascismo italiano. Ela, quem dominava o requinte de uma cozinha italiana e, mais tarde, portuguesa. (in Susete Francisco e Catarina Reis)

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

foram-se mais de dois séculos de história...

De residência real ao museu nacional de história natural e antropologia, o Palácio de São Cristóvão conta com mais de dois séculos de história.

Com 11.417 metros quadrados de área construída, dos quais 3.500 eram área de exposição, o edifício recebia anualmente 150 mil visitantes. Fundado por decreto real de D. João VI em 1808, o museu é uma das marcas deixadas pela família real portuguesa aquando da sua estadia no Brasil. Inicialmente instalado no Campo d’Santana, o museu foi criado pelo rei para promover a “educação, a cultura e a difusão da ciência” na cidade que foi capital do império português.

Por esta altura, a família real estava instalada no Palácio de São Cristóvão, residência que tinha sido oferecida por um mercador à família. O palácio tinha sido construído por volta de 1803 e era à época considerada a mais luxuosa residência do Rio de Janeiro. Tinha três andares: o primeiro para serviços gerais, o segundo (mais ornamentado) para receber visitas e o terceiro destinado a dormitórios e à vida familiar.
Esta foi a residência oficial da família real portuguesa entre 1808 e o seu regresso a Portugal em 1821. Com a proclamação da independência do Brasil (1822), tornou-se na residência oficial do imperador, que aqui habitou até 1889, ano em que o país se tornou uma república. Foi também neste ano que o palácio recebeu a primeira Assembleia Constituinte do Brasil.