terça-feira, 18 de julho de 2023

no último dia de sondagens em Espanha só o El País não dá maioria ao bloco da direita...

O último tracking a ser publicado foi o do ABC, mas sem grandes alterações em relação aos anteriores. É de longe a que dá melhor intenção de votos para o PP (37% e 151 deputados), mas o que dá menos ao Vox (11,9% e 29 deputados), colocando o bloco de direita com 180 lugares (exatamente os mesmos números do El Español, mais um que o El Mundo e mais seis que o El País).

O tracking diário, elaborado desde 5 de julho, para o El Mundo é aquele em que o PP e Feijóo obtêm o melhor resultado desde que começaram a ser feitas as entrevistas: 35,4%, o que equivaleria a entre 145 a 150 lugares (a maioria absoluta são 176). São mais 7,4 pontos que o PSOE de Sánchez, que cai 3 décimas, para 28%, e fica entre 105 e 110 deputados, a cerca de 40 do PP.
No tracking diário do El Español há, contudo, uma diferença para o do El Mundo: o terceiro lugar. Aqui ainda é o Vox quem leva vantagem, com 13,7% e a eleição de 37 representantes para o Congresso que, somados aos do PP, permitiriam ao bloco de direita ter maioria absoluta, com 180 lugares. O Sumar de Yolanda Díaz ficarará, ainda assim, segundo o estudo, muito perto, nos 13,2%, e 33 lugares.
Para o El Español o bloco da esquerda/extrema-esquerda cai para os 140 lugares (face aos 155 atuais) e a diferença para o bloco de direita será de 40 deputados, não havendo possibilidade de reeditar a atual geringonça.

O tracking para o El País, o jornal mais ligado à esquerda, Feijóo conseguiria 135 lugares, menos um que na véspera, com 32,9% e o bloco de direita não obteria maioria absoluta, ficando-se pelos 173 lugares e coloca o Sumar a subir e a surgir na terceira posição, ainda que praticamente empatado com o Vox. Percentualmente está à frente (13,7% vs 13,5%), e em deputados está atrás (36 vs 38). Mas segundo o El País, mesmo que Pedro Sánchez consiga o primeiro crescimento desde o debate a dois com Alberto Nuñez Feijóo, crescendo seis décimas e ganhando três lugares — 28,7%, a 4,2 pontos do PP, com 110 deputados —, os populares continuam na liderança. O El Pais é também o único em que se vê uma pequena subida do PSOE e aquele em que o PP tem os valores mais baixos.

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Sondagens. Valem o que valem

A actual maioria socialista parece ter resultado de uma erosão rápida à esquerda do PS e de uma concentração de voto muito eficaz em torno do discurso de última semana de campanha do primeiro-ministro.
Há ainda um outro potencial fenómeno que poderá potencialmente prejudicar os resultados do Chega em sondagens, que é o efeito do eleitor tímido. Basicamente, tratar-se-ia de haver eleitores que hesitam ou têm alguma reserva em reconhecer que votam em candidatos que são caracterizados de forma menos positiva nos media.
Todas as outras coligações à direita com inclusão do CDS resultam num potencial de crescimento ainda menor do que a de coligação PSD-IL e suscitam níveis de rejeição iguais ou acima do PS.
Os dados apontam com alguma robustez que o PSD tem um potencial de crescimento eleitoral substancialmente superior concorrendo sozinho do que em qualquer cenário de coligação considerado.
Qual das intenções de votos é mais adequada para extrapolação é uma questão pertinente e remete-nos para a consideração dos ponderadores mais apropriados. Vale a pena, para efeitos de investigação futura, fazer um exercício alargado de simulação de resultados em função de múltiplos ponderadores, mas das várias simulações feitas resulta um quadro de resultados que aponta, excluindo indecisos e recusas de respostas, para a seguinte distribuição:
PSD 32-36%, apontando para 35% nos cenários de projeção mais comuns
PS 31-33%, apontando para 32% nos cenários mais comuns
CHEGA 8-10%, apontando para 9% nos cenários mais comuns
BE 6-7%, apontando para 6% nos cenários mais comuns
IL 5-6%, apontando para 6% nos cenários mais comuns
PCP/PEV valores em torno dos 3%.
CDS valores em torno dos 2%.
LIVRE valores entre 1 e 2, mais próximos de 1%.
PAN valores abaixo de 1 e nos melhores cenários a aproximar-se de 1%.
O/B/N 6-7%, apontando para 6% nos cenários mais comuns.
A conclusão seria a de um resultado que colocaria o PSD com uma vantagem de 2 a 3 pontos sobre o PS, o Chega em terceiro, muito próximo dos 10%, BE e IL muito aproximados e em torno de 6%. Os partidos de direita somados a atingirem 50-52% e 41-43% se subtrairmos o Chega e a esquerda a somar em conjunto entre 41-44%.

CPI à TAP

As 181 páginas do relatório preliminar à comissão parlamentar de inquérito à gestão da TAP chegaram ao presidente da CPI, Lacerda Sales, a poucos minutos do fim do prazo, que terminava à meia-noite desta segunda-feira.
O texto completo, cuja relatora é a deputada do PS Ana Paula Bernardo, pode ser lido na íntegra aqui.
Tira 29 conclusões gerais e deixa cinco recomendações para as empresas, seis para o Governo e duas sobre os trabalhos das comissões de inquérito.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

"e o vencedor é..." seis meses depois!

Aqui seis meses antes para minha memória futura a opinião do comentador  ("os Debates quinzenais, vitória nas sondagens e Rui Moreira o três trunfos de nada servem se o PSD não clarificar posição sobre o Chega")
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Nota ainda ao outro "romance de ficção científica" nas escolas por Helena Matos e JMFernandes.

mais forte nos homens?

A ver se eles e nós percebemos
Sem comentários, faseadamente, vou replicar o estudo do Professor Pedro Magalhães publicado no Twitter
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Os gráficos mostram mudança, em pontos percentuais, desde 2022 em cada grupo. 
O PS perdeu entre mulheres e homens, mas mais entre elas, onde tinha sido mais forte em 2022. 
PSD sobe ligeiramente entre as mulheres. 
O Chega sobe nos dois, o que implica que continua mais forte entre os homens @PCMagalhaes

domingo, 2 de julho de 2023

...perderam muito apoio no último ano e meio

A ver se eles e nós percebemos
Sem comentários, faseadamente, vou, replicar estudo do Professor Pedro Magalhães publicado no Twitter
Entre grupos de escolaridade,

A julgar pelas últimas sondagens, e mesmo tomando em conta que votos e intenções de voto são bichos diferentes, parece claro que o PS perdeu muito apoio no último ano e meio. Qualquer coisa entre 10 e 15 pontos, dependendo das sondagens.
O PS perde menos no superior, onde já era mais fraco.
O PSD ganha um pouco onde tinha menos apoio, os menos instruídos.
O Chega sobe mais onde já era mais forte, entre os que têm o secundário (os nossos "educated left-behind") @PCMagalhaes

sábado, 1 de julho de 2023

Onde estão a acontecer estas perdas?

O PS afunda-se ainda mais onde já tinha pouco apoio, os mais jovens. Pelo contrário, apesar de continuar a não conseguir entrar no eleitorado mais velho, o Chega tem um crescimento brutal entre os mais jovens desde 2022. @PCMagalhaes

A julgar pelas últimas sondagens, e mesmo tomando em conta que votos e intenções de voto são bichos diferentes, parece claro que o PS perdeu muito apoio no último ano e meio. Qualquer coisa entre 10 e 15 pontos, dependendo das sondagens.
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O PS de Sócrates precisou de 6 anos e um resgate para perder 17 pontos. O PSD e CDS perderam 12 pontos de 2011 para 2015.
10-15 pontos num ano e meio é muito ponto. Onde estão a acontecer estas perdas?