quinta-feira, 24 de abril de 2014

Aquilo que eu não fiz - Tiago Bettencourt


 Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz 
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país 
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei 
Não me fazem ver que fui eu que errei 
 Talvez do que não sei 
Talvez do que não vi 
 Foi de mão para mão 
Mas não passou por mim 
E perdeu-se a razão 
Todo o bom se feriu foi mesquinha a canção 
Desse amor a fingir 
Não me falem do fim 
Se o caminho é mentir 
Se quiseram entrar 
Não souberam sair 
Não fui eu quem falhou 
Não fui eu quem cegou 
Já não sabem sair 
 Meu sonho é de armas e mar 
Minha força é navegar 
Meu Norte em contraluz.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

e acabou-se-lhe a crise!

Acordei e pareceu-me que tinha regressado a 1975.
A “unicidade” mancheteira era perfeita!
Até o único diário da auto-alcunhada esquerda, o Primeiro de Janeiro, estava em acordo!
Quase que me atrevi a dizer 33. O clube de São Domingos e Lisboa é Campeão Nacional.

Acabou-se-lhe a Crise. Parabéns!

domingo, 20 de abril de 2014

novas do terceiro protectorado em quarenta anos…


Faltam 28 dias para terminar o terceiro protectorado nos últimos quarenta anos.
Os juros da divida a 10 anos estão a 3,73%.
Em tempo idêntico, a 16 de Novembro de 2013, os Juros da divida Irlandesa estavam a 3,54% (naquele dia os portugueses situavam-se nos 5,94%).

A imprensa, a que temos direito, publica este fim-de-semana uma sondagem indica como sendo da Universidade Católica - só os mais esclarecidos sabem que o estudo é do CESOP, um “instituto autónomo” que se “abrigou” naquela Escola – e que, na próxima semana, poderá ter efeitos nos mercados internacionais, mesmo sabendo que a matriz usada por aquele instituto “erra” sempre de dois a cinco por cento, para mais, quando se refere à “esquerda” e “extrema-esquerda” (o mesmo é válido “para menos” quando aplicado à “direita” e à sua inexistente extrema).    


Há um ano o Sol noticiava que o “Governo perde mais dois juízes do Tribunal Constitucional”, os “EUA vigiaram negócios de Sócrates com Chavez” e que “Passos adia remodelação” e o Expresso afirmava que “Portugal não precisa de dinheiro da troika até Setembro”…

sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Portugal arrisca ser comido vivo"

Estas declarações podiam ser feitas por um Syriza, um Comunista Português ou por um secretário-geral do Partido Socialista que temos, mas são de
Marine le Pen, presidente da Frente Nacional em França, que afirma em declarações à Antena1 que “Portugal está a ser sacrificado por esta política de austeridade”, à semelhança da Grécia, Itália e da própria França. É por isso “tempo de dizer ‘não’ a esta União Europeia” através, no caso português, de uma “classe política de gente muito corajosa”, porque caso contrário “Portugal arrisca ser comido vivo”.
Ver mais AQUI

Uma pequena nota apenas para estranhar que quando é a esquerda ou a extrema-esquerda a ter estas posições é louvada pelos órgãos de informação do nosso país, (e aceite tacitamente pela população pelo seu silêncio ou por incomodidade passiva) quando é a direita ou a extrema-direita a fazê-lo, logo é criticada pelos mesmos defensores da “liberdade de expressão” num coro ruidoso e castrador da tal “liberdade” de pensamento e de expressão.
Ou seja, a “liberdade” de expressão vale apenas para a esquerda e extrema-esquerda (in internacional). …





domingo, 13 de abril de 2014

novas do terceiro protectorado em quarenta anos…

Faltam 35 dias para terminar o terceiro protectorado nos últimos quarenta anos.
Os juros da divida a 10 anos subiram 0,1 ponto percentual para 3,95%. Os homólogos em 2013 eram 5,98. As causas da subida, embora ténue, só podem ser explicadas pelas “ordens de venda” da nossa divida tendo em vista realizar capital para a compra de divida grega, com juros de quase mais dois pontos percentuais ou ressaca dos investidores ao “documento dos notáveis” tão propagado na imprensa a que temos direito.
Em tempo idêntico, em Outubro/Novembro de 2013, também a 35 dias do fim do resgate, a Irlanda pagava 3,53%.

Há um ano o Expresso noticiava que “Portugal não precisa de dinheiro da troika até Setembro” e a “Devolução dos subsídios sem impacto na economia”. O “Negócios” afirmava que o “Governo estuda “TSU” dos pensionistas”. Já o angolano Sol manchetava que “Passos adia remodelação”, enquanto o Económico o contrariava referindo que “Passos chama dois ministros novos para o lugar de Relvas”.
Também foi por estes dias que o venerando ex-chefe de estado afirmou ao quase jornal “i”:
Por muito menos que isto foi morto o rei D. Carlos

segunda-feira, 7 de abril de 2014

e os eleitores húngaros decidiram...

A coligação Conservadores-Democratas Cristãos venceu, com se esperava, as Eleições Legislativas na Hungria e obteve 134 mandatos dos 199 do Parlamento Magiar.
Muito distantes ficaram a coligação socialista (5 partidos liderados pelo ex-partido comunista), a extrema-direita e os “verdes”, com 37, 23 e 5 mandatos, respectivamente.
São de realçar, pela positiva, os mais de 5% que permitiram a entrada dos ecologistas no parlamento húngaro.
Mas o mesmo não se poderá dizer dos quase 21% do “JOBBICK” que mostram que os eleitores húngaros seguem alguma tendência de voto na extrema-direita que começa a sentir-se na Europa.

Fico à espera dos resultados nas Eleições Europeias. A manter-se esta tendencia de votos o Partido Popular Europeu irá superar largamente os Socialistas Europeus, mas a estrema-direita, anti-europeia, poderá conseguir uma posição de peso no Parlamento Europeu.

domingo, 6 de abril de 2014

novas do terceiro protectorado em quarenta anos…

Faltam 44 dias para terminar o terceiro protectorado em quarenta anos.
Os juros da divida a 10 anos já estão a 3,85%. Os homólogos em 2013 eram 6,11 e ainda sofriam as consequências de uma “demissão irrevogável” a acrescentar à outra “irrevogável demissão a caminho do FMI”.
Em tempo idêntico, em Outubro/Novembro de 2013, a 44 dias do fim do resgate, a Irlanda pagava 3,49%.

Há um ano o semanário Sol noticiava o ”chumbo de 780 milhões pelo Tribunal Constitucional” e o Diário de Noticias que “ Cavaco obriga Passos a governar”.

Por cá o Metro “mancheta” que “Não precisamos de educação”, o 1º de Janeiro que “Agricultores de todo o país protestam contra o governo”, o jornal i “PS mais perto da maioria absoluta “ e o Sol que “a qualidade dos frutos que produzimos em Portugal é reconhecida pelo resto do mundo” 

e foi assim que tudo recomeçou!