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"Tudo indica que a realidade vai acelerar na corrida às presidenciais. É curioso como, quando ainda falta quase um ano para irmos a votos, as eleições para Belém despertam já tanto interesse, tantas movimentações e tantos cálculos políticos. Sinal da importância do cargo. Os portugueses gostam verdadeiramente do Presidente da República que é eleito, independentemente da margem da vitória. Cada Presidente acaba, de uma maneira ou de outra, por ser o Presidente de todos nós, e isso é sintoma do profundo laço emocional que nos une ao chefe do Estado. Por outro lado, o anterior Presidente não se pode recandidatar, e a escolha do senhor que se segue deverá ter implicações para uma década. Será, portanto, uma longa campanha, e o lote de candidatos começa a definir-se. André Ventura promete oficializar em fevereiro. Se houver más sondagens, terá dificuldade em desistir. Marques Mendes é o candidato para manter a Presidência ligada ao PSD. E à direita é tudo, com a eventual junção de um nome liberal para marcar o ponto, tal como, aliás, à esquerda, farão o PCP e o Bloco. Mais a sério, António José Seguro ou Mário Centeno, ou os dois, tentarão o pleno dos votos do PS para conseguirem chegar à segunda volta. Ao lado, ou acima dos partidos, vai correr Gouveia e Melo. Sendo Ventura divisivo, sobram os outros quatro nomes. Um deles deverá ser o próximo chefe do Estado."
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