terça-feira, 28 de outubro de 2014

Processo Kafkiano

A ascensão de Costa na CML iniciou-se, e foi muito ajudada, por acusações de corrupção aos seus adversários (nomeadamente Carmona Rodrigues) que os tribunais vieram agora dizer não terem fundamento
Enquanto Costa se instalava confortávelmente no poder autárquico aqueles a quem ele atirou uma bola de lama andaram a penar nos tribunais, durante dez anos, para conseguirem a absolvição.
O Parque Mayer e a antiga Feira Popular continuam baldios e o futuro dirá que outros prejuizos esta golpada do Costa trará à cidade de Lisboa.
Esta gente é perigosa e prepara-se para voltar ao governo. (in F.Penin Redondo no DoteCome)

Sobram duas perguntas, encadeadas, que ninguém tem feito:
1.quem instrumentalizou o Ministério Público para tal perseguição?

2.quem saíu beneficiado do derrube golpista do executivo autárquico? (in F.Penin Redondo no DoteCome)

a nova Presidenta...

Depois da vitória de domingo, Dilma Rousseff deu uma entrevista televisiva para prometer um virar de página na governação económica e ética do país. Dilma anunciou também um referendo para mudar o sistema político brasileiro.

Ontem, durante o dia, a Presidente perdeu noutra contagem, a dos mercados: 

mostrando que quem investe confia pouco numa recuperação. (por David Dinis no Observador)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

era um ataque à nomenklatura !

“António José Seguro propôs alterações ao regime de incompatibilidades de políticos e titulares de cargos públicos.

O projeto foi retirado assim que António Costa ganhou as eleições primárias…”



para ler AQUI

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Oí (ex-Portugal) Telecom

Por ordem de grandeza aqui estão os culpados do desaparecimento de um dos motores da tecnologia de informação nacional…


Um bom trabalho do Oje!

OE2015: “a tradição já não é o que era”

Por razões várias (valor da pensão, sem dependentes, etc.) serei dos mais “prejudicados” com o OE2015, mas “a tradição já não é o que era”!

Digam o que disserem - reaccionários, conservadores, direita-chique, “costistas”, pseudo-esquerda, esquerda-caviar e esquerda-rasca - o certo são que este orçamento é uma lufada de ar fresco. Exclui os do “reviralho” que, diz-nos a história do início do século XX, acabam em “amizade com beneficios” com qualquer “poder “…
Foge ao orçamento tradicional, o implementado pelo ministro das finanças de 1926, que durante 88 anos foi religiosamente seguido.
Em suma: é um orçamento quase claro e “legivel” para um maior número de interessados. Desta vez a iliteracia dos “nossos” deputados será indesculpável.

Os jornalistas, a que temos direito, poderão sempre perorar contra “os dez centimos do saco” e objectar a “caça à factura”, mesmo que aquele caso possa produzir um alivio para o habitat e este ultimo, com o aumento das cobranças, possa ajudar a reduzir os impostos que pagamos!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Entre 2,7 e 4,3, vive la difference

Para aqueles pró-governo, que não aprenderam francês, para os pró-reviralho, que agora já não falam “hollande”, e para os jurnalistas que falam “coisa-nenhuma”, mas que andam “muito incomodados” com os 2,5 (ou 2,7)%, uma curta manchete que podem googlar:

“Le ministère des Finances prévoit un déficit à 4,3% du produit intérieur brut (PIB). Pire, la France ne repassera sous la barre des 3% qu'en 2017.”

(devia acrescentar o Santos da Costa que nem hollande fala e retirar o Ferro Rodrigues que estudou no elitista Lycée français Charles Lepierre )


Cheias em Lisboa (para memória futura)

“Nas últimas 24 horas houve bastante noticiário sobre as cheias de Lisboa – pela segunda vez, em menos de um mês,uma parte da cidade ficou debaixo de água depois de uma chuvada intensa. Ficámos a saber que há em Lisboa um plano de drenagem de Lisboa não avança há sete anos, mas que António Costa acha que "não existe solução para as inundações". Para perceber um pouco melhor o que está em causa recupero uma excelente reportagem multimédia da Renascença, onde se mostra com detalhe, mapas e muitos testemunhos o que se passa quando chove muito em Lisboa. E também se fala de propostas, entrevistando o professor do Instituto Superior Técnico Saldanha Matos, autor do Plano de Drenagem de Lisboa, "que se queixa da falta de continuidade dada ao documento. Lá estão as soluções possíveis para minimizar o impacto das precipitações fortes e das insuficiências do sistema de drenagem da capital.” (José Manuel Fernandes in https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/1490fd717051c58c )

Não é admissível hoje em dia, numa cidade que se pretende moderna como Lisboa, que chova um pouco mais intensamente - e não estamos a falar de chuvadas diluvianas, são chuvadas perfeitamente normais - e tenhamos inundações por toda a cidade. Tem muito que ver com a falta dessas infraestruturas previstas no plano de drenagem.

O plano de drenagem da cidade de Lisboa foi uma ideia minha no âmbito dos estudos preparatórios que, na altura, entendi fazer para a revisão do Plano Diretor Municipal. Constatei que não havia em Lisboa um plano de drenagem, tal como hoje qualquer cidade moderna do mundo ocidental tem. A própria informação, a caracterização da rede de coletores existia de uma forma muito precária. Havia um desconhecimento muito grande sobre o funcionamento desta infraestrutura no subsolo. Era já vereador da oposição, em 2007 ou 2008, quando foi aprovado. (Carmona Rodrigues in http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4180489&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DN-Ultimas+%28DN+-+Ultimas%29&page=-1)

terça-feira, 14 de outubro de 2014



Quando, no futuro, se “olhar” para o dia de ontem, os vindouros desconhecerão o caos que existiu em Lisboa. 
Nem um, apenas um, dos jornais a que temos direito, o refere.

Valha-nos o youtube…