sábado, 23 de novembro de 2013

da Lógica

O matemático que está ministro quer reintroduzir o estudo da Lógica e das suas específicas divisões: teoria dos conjuntos, de modelos, da recursão e da prova.
Vem isto a propósito da manifestação das polícias e da invasão da Casa da Democracia - mesmo que parada no topo das escadarias - e dos comentários na “opinião publicada” que tudo misturam.
 
Se os nossos “especialistas em generalidades” alguma vez tivessem estudado Lógica, saberiam que o “conjunto manifestação A” não se pode confundir com o “conjunto invasão B”. São diferentes, porque a diferença entre dois conjuntos (A e B) é o conjunto dos elementos que pertencem a A mas que não pertencem a B.
 
Ai vai um exemplo:
Um determinado cidadão vai clamando por acções violenta anti-governo (e disso dá como exemplo o “conjunto invasão B”), de imediato os “idiotas úteis” referem, usando o “conjunto intersecção A∩B” que para eles é a liberdade de expressão.
(até aqui evitei chamar aos “especialistas” um “conjunto vazio”…)
Poderia continuar a apresentar ligações aos modelos, à recursividade e, claro, à prova. Deixo aos meus leitores a liberdade de fazerem tal conectividade.
 
O efeito do estudo da Lógica vai demorar gerações a produzir efeitos mas, apesar disso vejo-o como positivo, apesar de ter a esperança que os vindouros sejam poupados a ler, ouvir ou ver “especialistas em generalidades”.
(a imagem é de um “conjunto impróprio”)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

a usar os tolos!

Uma das técnicas de reportagem que “mais gosto” é a da acareação entre aquilo que foi dito ou escrito hoje, com o que foi dito ou escrito há um ou mais anos! Todos os pmmj a usam!
O difícil, porque a memória é curta, é encontrar a confrontação entre o que eles escreveram, disseram ou publicaram noutros tempos.
 
Não tenho paciência, nem tempo, para o fazer com regularidade mas, às vezes, dá-me para pesquisar coisas antigas…
 
Há um ano foi assim:
- a guerra na Palestina estava por um fio,
- o Isaltino não ia ser preso e
- entre Abril e o Setembro era inevitável haver eleições”
(também não foram esquecidos “os pobres” aconselhados a "comprar" jogos da Santa Casa e “os ricos” a adquirir relógios “ rolex’)
…e assim se vão enganando os “idiotas úteis” e vendendo o “papel“ que sustenta os intocáveis!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

as gaffes do senhor ministro




este Machete é um xato!

Anda lá pelo Industão a cometer umas “gafes” e os mercados desatam a baixar os nossos “juros a acrescentar à divida!
(aguarda-se o comentário do sr. secretário-geral...)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

um bando de ganapos !

perante tantos génios confesso a minha ignorância!
 
Um senhor ministro botou que o “bom” para o País seriam juros a 4,5% e todos desataram a criticar-lhe a gaffe. Até o comentador da vila de cascais foi á vila de baixo disto dizer da sua opinião, seguramente uma “opinação” pró pré-presidencial, em frente à mais sábia apresentadora da tv  que foi religiosa e agora é das espanhas psoe.
 
Claro que eu que pensava que 4,5% era menos mau, agora estou confuso!
Obvio que “o melhor” seria estar, quando da saída da тройка, como a Irlanda - que se livra do “protectorado” em Dezembro - nos 3,53%, mas, como o “óptimo é inimigo do bom”, não me atrevo a auspiciar os 1,78 da Germânia (a descer, com a chancelerina a subir) ou os 2,32 da Gália (a subir, com m. hollande a descer). 
 
É por isso que estou confuso e me sinto ignorante!
Não consigo perceber se, para tão ilustres comentadeiros, o ideal serão os 8,44 da Grécia, tão esquecidos que estão dos “quatro e tal” da Espanha ou da Itália, ou, se para serem politicamente correctos, apenas querem estar ao nível dos resultados do “ranking” do ensino nacional.
 
Para já, numa semana, baixámos 1%!
Esperemos agora que, a exemplo do sucedido na pós “inabalável demissão” e das doutas determinações do colectivo constitucional, a malta a quem pedimos a massa emprestada não nos ponham, outra vez, de “castigo” como se fossemos aquilo que somos:
um bando de ganapos !

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

machete e a verdade indizível!

A informação a que temos direito fartou-se de escrever sobre as “escandalosas” declarações, que terão sido inoportunas, mas que são verdadeiras:
- O ministro de Estado e de Negócios Estrangeiros, Rui Machete, afirmou esta segunda-feira à Lusa que referiu apenas "indicativamente e como mera hipótese" um juro de 4,5% para evitar um segundo resgate e que esse limite será determinado pelo Governo.
- O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse esta segunda-feira em Lisboa que Portugal "tem uma data marcada para finalizar" o programa de ajustamento e "não uma determinada taxa" de juro.
- O secretário-geral do PS, António José Seguro considerou de “uma enorme gravidade” as declarações do ministro Rui Machete e apelou para que Passos Coelho “ponha juízo” nos seus ministros.
- O líder parlamentar do Bloco de Esquerda considerou esta segunda-feira que o ministro dos Negócios Estrangeiros português deu voz "ao pensamento que preocupa este Governo", que é um "segundo resgate no horizonte de Portugal".
Mas ficámos a saber que imprensa, secretário-geral, ex-jornalista e o líder dos 5%, estão todos de acordo!

Um País sem Memória

A Primeira Grande Guerra acabou há 95 anos.
Morreram 20 milhões.
Dez mil eram os soldados portugueses mortos ou desaparecidos, um número largamente suplantado pelos feridos e estropiados que regressaram. Destes, ainda me lembro de ver alguns - quando havia memória e lhes rendíamos homenagem -, nas comemorações anuais na Avenida da Liberdade.
 
Na Grã-Bretanha, na Commonwealth e na maior parte dos Países da Europa que combateram o Império Austro-húngaro, hoje é o Remembrance Day.
 
Ou por ser difícil traduzir o simbolismo da palavra “remenbrance”, ou com medo de perturbar os boches que nos dizimaram em toda a Flandres e especialmente em La Lys, a informação, a que temos direito, não dedica uma linha à data que se devia comemorar.
As próprias Forças Armadas (a que temos direito) também parecem esquecidas tão envolvidas que estão nos seus “problemas” laborais dos seus “trabalhadores”…
 
Eventualmente irão aparecer uns copy/paste de noticiários da “estranja”, em jeito de notícia cor-de-rosa, dedicados à Isabel II e aos ingleses que não esquecem!
 
e "esta é (hoje) “a ditosa Pátria minha amada”…

 
(a foto, em cima, é do cemitério português de Richbourg e a, de baixo, foi tirada no Jardim de Algés vai para um ano!)

sábado, 9 de novembro de 2013

os “derbies” do ensino a que temos direito!


Entendo o futebol apenas como parte da minha “cultura geral” e mesmo ai a “parte” é deveras pequena, por tal, perdoem-me o erro, se o for, da comparação que resolvi fazer a seguir:
 
Vem isto a propósito dos grandes títulos da opinião publicada de hoje:
Ranking 2013: Só uma em cada dez escolas públicas tem nota positiva, lê-se no jornal i,
Mais de dois terços das escolas nem 9,5 conseguem nos exames, afirma o DN,
ou
Ranking das Escolas: Há cada vez mais escolas públicas abaixo do esperado, é parte da manchete do Público.
 
Vamos então comparar os alunos a “futebolistas” (que muitos querem ser…), as escolas a “equipas” e, claro, os professores a “treinadores”. Acima ficará o Ministério da Educação com o estatuto de “direcção clubista” e o Ministro como “presidente” do Clube. Os exames serão, neste exemplo, os “derbies” (espero não errar neste nome!)
 
Ora ao que parece os “clubes” estão sistematicamente a perder os jogos e as relações de “balneário” parecem conflituosas porque os “futebolistas” se culpam, uns aos outros, pelos maus resultados em campo.
Sendo assim, porque raio é que, sendo válida para o futebol, aqui não se pode aplicar a solução da “chicotada psicológica”?

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

o "guião" da "reforma"


O sr. ex-jornalista, que está como sr. vice-primeiro, apresentou ontem o documento a que chamou “Guião”.
Há dias dei-lhe o nome de “rough draft”, a designação internacional usada pelos técnicos de várias especialidades ligados à economia e à ciência política.
Na realidade já estava à espera que os “nossos” (salvo seja!) “especialistas em generalidades”, a quem a palavra “guião” pouco diz, avançassem com o “fait divers” da “reforma do estado” que queriam “para amanhã”, que “devia ter sido apresentado há dois anos”, etc. Como se fosse possível alterar em vinte e quatro horas os erros de quase um século (a última tinha sido aplicada pelo Estado Novo)!
 
Com uma ou outra excepção as tv’s lá foram divulgando a temática da sua ignorância, mas houve excepções: gostei especialmente de ouvir Peres Metelo, Teixeira dos Santos e o “benfiquista-democrata-cristão” Bagão Félix que realmente sabiam do que se estava a tratar.
Os títulos dos jornais de referência de hoje também demonstram a ignorância - ou será iliteracia? - que por ai corre…
 
Apesar do “apresentador”, confesso que me revejo no “rough draft”, apenas lamento que nas suas linhas gerais não se tenha inserido a reforma dos “gabinetes” dos governantes que, a par com os chamados institutos públicos, apenas servem para empregar os “escoteiros lobitos” das organizações partidárias. São estruturas paralelas, “esvaziadoras” da função pública e consumidoras de recursos económicos que tanta falta nos fazem.
Mas, é um programa para uma dúzia de anos e por tal na apreciação que se segue, estes e outros “defeitos” possam ser corrigidos embora não acredite que “eles” tenham coragem de acabar com boys e girls...

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

a "reforma" do Estado


Ao que parece o ex-jornalista, que está vice-primeiro, vai finalmente apresentar aquilo a que os seus ex-colegas andam a chamar de Reforma o Estado e lhes irá dar “pano para as mangas” nas manchetes - que ora se tem situado “no culto ex-ministro que dá “porrada” na televisiva mulher bêbada”…
Depois da “cena” em que o ex-jornalista enganou os seus ex-colegas com as pensões das pobres viúvas - estou cada vez mais convicto que “a fuga” foi propositada para lançar a confusão e descredibilizar os jornais já tão pouco credíveis – virá a público a forma de reduzir os célebres 4MM de euros exigidos pelo acordo que o partido do “secretário-geral” assinou, em nosso nome, vai para três anos.
Curiosamente, pé-ante-pé, a reforma, isto é os despedimentos e reduções de salários e pensões, já estão em marcha e parece que ninguém disto se apercebeu porque, sem fugas, os piquenos não sabem “fazer notícias”.
 
Poderia apostar e ganhar que será apenas um “rough draft” já que a sua aplicação demorará a aplicar mais anos que aqueles que a vida ainda me vai dar.
Já não há onde cortar, por isso pouco espero da “reforma”, mas espero os grandes títulos dos tablóides de amanhã que irão obter os comentários de tudo quanto é “idiota útil”…
(confesso que me deu algum gozo o facto do ex-jornalista ter “escondido” o documento e lixado quantos andam “atrás” de políticos e assessores de políticos que tudo divulgam e, sabe-se lá, quanto recebem pelas “fugas”…)