quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O “desemprego estrutural” e o “choque de expectativas"

O “desemprego estrutural será o maior desafio da economia” e o “choque de expectativas pode comprometer retoma da economia”, foram as duas frases que me marcaram o dia de ontem.
São também “más notícias” que devem ser traduzidas.
 
O Governador do Banco de Portugal, na primeira, é mais explícito que o “nosso primeiro” na segunda, mas ambos, politicamente correctos, escondem a realidade que se nos apresenta no futuro.
Quer um, quer o outro, se referem à retoma económica que pouco a pouco se vai concretizando e, implicitamente, ao “emprego”, isto é, à diminuição do desemprego.
Então o que é que nos “esconderam”?
A resposta é simples: Os valores do desemprego irão durante uma geração manter-se em valores apenas comparáveis aos do segundo quarteirão do século XX.
Porquê?
Mais uma vez a resposta é simples: A “massificação da educação” e a rápida evolução das “novas tecnologias” vão deixar para trás a maior fatia da geração do 25 de Abril, clarificando, a maioria dos aqueles que agora tem mais de 45 anos e estão sem emprego (5% da população entre aquela idade e os 65 anos).
O governador do BdP define a situação como “desemprego estrutural” e o “nosso primeiro” chama-lhe “choque expectativas”.
Eu vou mais longe e “interpreto-os” com os 10 a 15% de desemprego que se irão manter nas próximas décadas, se, mesmo com uma “retoma” efectiva, não forem criadas soluções.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

e passou um ano!


é divertido ver as nãoticias de outro tempo.
…também é uma pequena vingança a quantos passam o tempo a recordar-nos o que outros disseram ou escreveram tempos atrás!
“só os burros é que não mudam” diz-se, mas isto só se aplica à corporação dos “nossos” comunicantes.
(como manchetava o JN “os vivos dormem com os mortos”, mas, ao que parece, não é só na Guarda)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

o dia da viúvas...

Os tablóides (a que temos direito) hoje brindam-nos com o dia das viúvas (muitas) e dos viúvos (menos) que, vão levar um “corte” de 100 Milhões.
Um número curioso porque é igual ao do imposto extraordinário que parece querem aplicar “às eléctricas”.
O primeiro caso parece tratar-se de uma “bicada” ao Colectivo Constitucional que tudo leva crer reprovará a medida e o segundo uma manobra exploratória para chinês começar a digerir.
Parece-me que o ex-jornalista, agora “vice prá тройка”, anda a distribuir “informação antecipada”, um nome bonito para as “dicas” que chegam aos ex-colegas e a que eu chamo “desinformação”…
Isto é, anda a fazer o que melhor sabe!
…e nós, idiotas úteis, ficaremos “muito contentes” quando aqueles únicos que sabem “ler” a nossa Constituição da “via pró-socialismo” não deixarem que os nossos “velhotes” fiquem ainda mais pobres, enquanto que os “capitalista exploradores”, oriundos da longínqua república democrática e socialista, ficarão menos ricos…   
(por curiosidade foi ver as grandes manchetes deste dia, no ano passado, que referiam: “ricos” mais atingidos e “a crise chegou ao lixo” que sem dúvida eram premonitórias!)

domingo, 6 de outubro de 2013

os bufos...


In illo tempore, havia uns senhores que diariamente saiam do esgoto em que viviam e reportavam à organização onde estavam assalariados as coisa mais incríveis da nossa vida quotidiana. Quase nada escapava: as “notas” que eram atribuídas aos estudantes, os nomes dos amigos e das namoradas, profissões e proventos salariais e, claro, o que pensavam do regime politico que tínhamos.
A organização que lhes pagava teve dois ou três “nomes de fantasia” e a eles lhes chamávamos várias coisas, umas melhores, outras mais ordinárias, mas genericamente eram conhecidos por “bufos”.
Vem isto a propósito das manchetes de hoje na “comunicação a que temos direito”…
Recordações antigas do tempo que me levou ao “castigo” do serviço obrigatório e, em sequencia, aos piores sítios da guerra que tivemos. Confesso que neles estive “bem acompanhado” pelos muitos “maus comportados”, tanto mais porque, por cá, ficaram os “bem comportados” e, entre eles, os bufos de serviço que, ao que parece, biblicamente cresceram e se multiplicaram.
Estranhamente, tal como os de outros tempos, são lidos e aplaudidos por alguns…até que lhes chegue a vez!

sábado, 5 de outubro de 2013




Hoje é pouca a minha "diferença" dos jornais a que temos direito: apenas um “n”!

Conheci-o, éramos uns meninos, ele um jovem Assistente, eu um “miserável” Caloiro.
Sempre lhe considerei a precisão terminológica que nos facilitava a interpretação. Não nos voltámos a encontrar neste meio-século que passou.
Aquela antiga “precisão” e, confesso, a minha conhecida repulsa à falta dela, levou-me a ouvir-lhe as declarações e a réplica do senhor Procurador aos denunciantes.
Decerto a minha idade avançada e as aulinhas de interpretação de textos da escola primária do fassismo emburraram-me, mas o que ouvi não se parece nada com o que li.
(aconselho as/os meus comentadores a fazerem o mesmo!).

O desagradável de toda a situação não é o que manchetam e escrevem.
O desagradável é que alguém que nos representa, subservientamente e no estrangeiro, comente!
O desagradável, porque não a acredito racista, é a atitude xenófoba de quem escreve!

…enfim! Temos que comer a palha que nos dão (porque, suponho, a “crise” esgotou as vitualhas a que estávamos habituados!)  

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

masoquitas dum cavaco...

Não é de agora, já tem mais de 30 anos, mas excepto quando se trata de “números com cifrões” nunca consegui estar de acordo com o Prof. Cavaco Silva. Desta vez encontrei-me a concordar com o agora Presidente da nossa Republica. “Masoquistas” chamou-“os”.
Ao que parece também essa é a opinião dos nossos credores!
(e daqui peço desculpa aos meus amigos canhestros porque a eles, e só a eles, lhes reconheço a “inegável honestidade” de que se acham únicos possuidores…)


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Deixem-se de tretas!

Deixem-se das tretas do “politicamente correcto”:
- Moreira vence no Porto (Rui Rio, PPD e CDS foram decisivos),
- PCP reconquista, ao PS, as autarquias perdidas nas ultimas três “autárquicas”,
- CDS, passa de uma a cinco, e lixa a “frase batida” do bicéfalo Bloco de “votem contra o governo”,
- BE desaparece do pais real e fixa-se em Lisboa,
- PSD baixa de 23,8 para 16,59% e perde 137 mandatos
- PS perde 1,5% e 5 mandatos.
Os verdadeiros vencedores parecem ser:
- o “velho” PCP, agora renovado e a dar um”baile aos “putos” bloqueiros e aos socialistas.
- o Rui Moreira, a Cidade do Porto, o “velho” PPD e alguns “velhos”, mas verdadeiros, Democratas-Cristãos que disseram não à “coligação de interesses ocultos”.
O “povo” é sábio! Votaram menos 700000, aumentaram os “brancos” e, mais ainda, anularam os boletins ao votar nos “escuteiros-mirins” (que, como sabemos, estão no governo mas parece que com outros nomes…)
O “povo”, o verdadeiro, disse não a este PSD de interesses ocultos e até parece ter “perdoado” ao ex-jornalista (Porquê? Porque o povo “percebeu” que ele também “bateu o pé” ao nosso-primeiro e nós, mea culpa, os intelectuais pseudo cultos, assim não o entendemos???)
Não me lixem:
o Povo é sábio! Veja-se como votou no Costa de Lisboa, no Bernardino de Loures e no Vistas de Oeiras!  
Deixem-se de tretas!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

mais votos, abstenções e outros papões!

Depois de ouvir uma comentadoira prever uma “elevadíssima” abstenção nas autárquicas que se aproximam, dei por mim a olhar, quer para os resultados das legislativas, quer para os das autárquicas pós 2001.
Vejamos algumas conclusões interessantes que se poderiam retirar da amostra que recolhi:
- O número de votantes pouco depende do de eleitores e, circula à roda de uma média de 5556806 nas Legislativas e 5392858 nas Autárquicas.
Curiosa e contrariamente à douta opinião dos ilustres comentadores há mais votantes nas eleições nacionais que nas locais.
- O curto desvio, entre os 3,47% e os 0,57%, demonstra que o número de votantes se vai aproximando da média à medida que aumenta o de eleitores registados.
Ou seja, em teoria, o número de votantes está estável desde 1999.
- Estranhamente curioso foi verificar que, em oito meses, entre as Legislativas e as Autárquicas de 2005 os recenseados aumentaram em 54461 e em 2009 diminuíram 136979 em dois meses.
Deixo para outros a teoria “da conspiração”, perdão “da abstenção”, e fico a aguardar os desenvolvimentos do final do mês.
Isto de gostar de brincar com os números dá “maus resultados”. Isto é, descobrimos que há mais idiotas úteis do que pensávamos...entre os dizentes e ouvintes!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

votos, abstenção e piedosas mentiras!

Continuo a ouvir idiotas úteis, daqueles com visibilidade, a garantirem que o nível de abstenção vai aumentar e dai tiram a ilação de que os eleitores estão desiludidos com a democracia que temos. Acredito que muitos o estarão, em especial aqueles que um dia a sonharam e, num outro dia, com mais ou menos cravos, a implantaram.
Mas o que mais me choca é a iliteracia que grassa em gente de tão elevado valor para a “comunicação a que temos direito”, quando, ao que parece, eles não conseguem interpretar os números que lhes são disponíbilizados.
Vejamos:
Em 2011, segundo o INE, havia 8.657.240 residentes e os eleitores inscritos já eram 9.624.133. Deixando de lado a discrepância e considerando que a taxa de mortalidade e a natalidade tem valores semelhantes pouca deverá ser a diferença entre os inscritos para as anteriores Legislativas e os recenseados para as autárquicas que ai vêm (se tal não acontecer, teremos que considerar “a batota” e repensar o sistema de registo eleitoral).
Ora bem, a comparação que teremos que fazer, para verificar a saúde da nossa democracia, terá a ver com o numero de votos entrados nas urnas há 2 anos ou, melhor ainda, há quatro. Isto é, comparar os votantes de 29 de Setembro, com os 5.533.824 votantes de 2009 ou com os 5.588.594 das ultimas legislativas.
(já agora se repararam que a diferença entre os votantes de 2009 e os de 2011 não chegou a 1% ficam estas perguntas:
- onde é que pára a abstenção? e
- quem e porquê é que nos quer enganar?
porque, claro, não esqueço o tempo em a “abstenção” contava como voto a favor...)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

swaps, juízes e autárquicas

As várias e díspares decisões tomadas nos tribunais sobre o assunto levaram-me a comparar a gestão dos swaps e a gestão da lei.

É pouco, ou nada, referido pelos mídia, que apenas uma pequena quantidade de “swaps” tiveram um comportamento que originou grandes perdas de capital e apenas nos casos geridos por gestores incompetentes e totalmente desconhecedores da matéria.
Quase todos os gestores que tomaram uma decisão errada acabaram, ou acabarão, por sofrer as consequências da sua ignorância técnica.

A Lei das limitação de mandatos com origem nos deputados eleitos para a Assembleia da Republica, é, como quase toda a legislação nacional, suficientemente vaga para que juristas das várias das várias áreas da disciplina a possam gerir de diferentes maneiras.

Mais cedo ou mais tarde o Tribunal Constitucional (o único tribunal onde a maioria dos juízes foi democraticamente escolhida) vai ter que se pronunciar sobre as candidaturas de presidentes com mais de três mandatos autárquicos.

Decerto a decisão do TC estará de acordo com a decisão de alguns juízes e contra a decisão de outros.

...mas, diz a Constituição, ao contrário dos gestores, os juízes são irresponsáveis!