terça-feira, 22 de maio de 2018

in memoriam

Nos anos 1940 parece não haver melhor lugar no mundo para ser judeu do que os Estados Unidos. Mas quando Franklin D. Roosevelt, ao tentar reeleger-se para um terceiro mandato, perde para Lindbergh, o cenário se torna sombrio. O aviador é um ardoroso defensor da Alemanha nazista, um homem para quem os Estados Unidos deveriam se defender da diluição nas raças estrangeiras.

O que teria acontecido nos E.U.A. e no mundo se o célebre aviador de ideias anti-semitas, Charles Lindbergh, se tivesse apresentado às eleições em 1940 e tivesse derrotado Franklin Roosevelt? Partindo deste cenário hipotético, Philip Roth conta o que foi para a sua família e para um milhão de famílias judias em todo o país, a vida durante os anos ameaçadores da presidência de Lindbergh.  Num discurso transmitido pela rádio à escala nacional, Lindbergh não só tinha acusado publicamente os judeus de empurrarem egoistamente a América para uma guerra sem sentido com a Alemanha nazi, mas também, ao tomar posse como trigésimo terceiro presidente dos Estados Unidos, negociara um pacto cordial com Adolfo Hitler, cuja a conquista da Europa e cuja virulenta política anti-semita ele parecia aceitar sem dificuldade.