terça-feira, 1 de abril de 2025

A Crise da Democracia na Europa

a politização da Justiça e as suas consequências
A recente condenação de Marine Le Pen é apenas um exemplo de uma tendência preocupante que se está a espalhar pela Europa: a politização da justiça. Em vez de desempenhar o seu papel como um poder independente, o judiciário está a transformar-se numa ferramenta de repressão política, limitando a escolha dos eleitores e, consequentemente, minando os princípios democráticos.
A condenação de Marine Le Pen na França não é apenas uma questão legal, mas sim um sintoma de um problema mais profundo. A acusação de que a justiça francesa está a ser usada para suprimir vozes políticas dissidentes é grave e levanta questões sobre a integridade do sistema democrático francês. Este não é um incidente isolado; é parte de um padrão mais amplo de utilização da justiça para fins políticos.



Este fenómeno não se limita à França. Na Alemanha, Itália, Hungria e Roménia, a politização da justiça tem sido um tema constante. Em cada um destes países, temos visto casos onde o judiciário intervém de forma a limitar a capacidade dos eleitores de escolher livremente os seus representantes.
Na Alemanha, partidos políticos alternativos enfrentam processos judiciais que, muitas vezes, parecem ter o objetivo de marginalizá-los.
Em Itália, a situação não é diferente. Processos contra líderes políticos que desafiam o status quo são comuns, levantando preocupações sobre a imparcialidade do sistema judicial.
Tanto na Hungria como na Roménia, a utilização do judiciário como uma arma contra a oposição política é uma realidade bem documentada. O resultado é uma erosão gradual da confiança no sistema democrático e um enfraquecimento das instituições que deveriam proteger essa democracia.
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A liberdade de voto, um dos pilares da democracia, está sob ataque. Embora tecnicamente os cidadãos ainda tenham a liberdade de escolher os seus representantes, essa escolha é cada vez mais influenciada por um sistema judicial que parece favorecer certos partidos políticos e candidatos. A ortodoxia europeia parece ditar que só aqueles que não levantam obstáculos à imigração descontrolada são dignos de serem eleitos. Esta prática é uma ameaça direta à soberania popular e à legitimidade das eleições.
A situação actual na Europa, onde a justiça está a ser politizada para limitar a escolha dos eleitores, é alarmante. Para que a democracia funcione corretamente, é essencial que o judiciário permaneça independente e imparcial. Só assim poderemos garantir que a vontade do povo seja verdadeiramente respeitada. Continuar neste caminho poderá levar a uma crise profunda de confiança nas instituições democráticas e, eventualmente, à erosão da própria democracia.

Old soldiers never die

 

segunda-feira, 31 de março de 2025

Valem o que valem...

Este modelo é baseado totalmente nas sondagens de imprensa que foram lançadas desde dia 17 de Outubro de 2024 a 21/03/2025.



sexta-feira, 28 de março de 2025

a Oligarquia e a Responsabilidade Política

“A oligarquia em Portugal habituou-se a não pagar por nada”. 
Esta afirmação, embora dura, resume um sentimento crescente de frustração entre a população, que assiste a uma série de decisões políticas que parecem ignorar a responsabilidade e a ética. Recentemente, a direção do PSD após ter eleito, no ano passado, os arguidos do caso Tutti Frutti, surpreende-nos agora ao propor como candidato um ex-secretário de Estado que se demitiu há poucos meses por partilhar uma situação equivoca mas idêntica à do ainda primeiro ministro. Esta decisão é um reflexo da mesma arrogância que marcou a liderança do António Costa.
Costa, durante o seu mandato, manteve no palco político várias figuras envolvidas em "casos" controversos, numa demonstração de desafio ao país e aos princípios de transparência e integridade. Este comportamento não é novo na política portuguesa. Lembro que antes da recente vitória do “arguido” Miguel Albuquerque e, também, José Sócrates que não era “arguido”, em 2009, já havia demonstrado uma confiança inabalável, apesar das acusações e dos escândalos que o rodeavam. Agora foi dado na Madeira “um passo em frente”

A questão é até que ponto estas atitudes de impunidade e arrogância estão enraizada na política portuguesa? E, mais importante, quais são as consequências para a democracia e para a confiança dos cidadãos nas instituições?
O exemplo do António Costa é particularmente ilustrativo. Após o caso “Influencer”, muitos se perguntavam se ele teria coragem de se recandidatar em 2024. A resposta permanece desconhecida, mas o facto de ter ascendido ao Conselho Europeu sugere que, independentemente dos escândalos, a sua carreira política continua a prosperar.
Este cenário levanta uma série de questões sobre a responsabilidade política em Portugal. Por que razão figuras envolvidas em escândalos continuam a ser promovidas e a ocupar cargos de destaque? Qual o papel dos partidos políticos na promoção de uma cultura de responsabilidade e integridade?
A resposta pode residir na própria estrutura dos partidos e na forma como o poder é exercido. A centralização do poder em poucas mãos e a falta de mecanismos eficazes de responsabilização criam um ambiente propício à impunidade. Além disso, a lealdade partidária muitas vezes sobrepõe-se à ética e à responsabilidade pública, perpetuando um ciclo vicioso de corrupção e falta de transparência.
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Para quebrar este ciclo, é essencial uma reforma profunda que promova a transparência, a ética e a responsabilidade. Os partidos políticos devem adotar códigos de conduta rigorosos e garantir que os seus membros são responsabilizados pelas suas ações.
Para restaurar a confiança dos cidadãos e fortalecer a democracia, é essencial promover uma cultura de transparência e integridade, onde ninguém esteja acima da lei.
Além disso, é fundamental fortalecer as instituições de fiscalização e garantir a independência do judiciário.

quinta-feira, 27 de março de 2025

O Jornalismo e a Percepção Pública das Entrevistas Políticas!

A recente indignação pública gerada pelas entrevistas de Paulo Raimundo, do Partido Comunista Português (PCP), e André Ventura, do Chega, na RTP, suscitou um debate aceso sobre o papel do jornalismo e as diferentes reações às entrevistas políticas.

Entrevista ou Confronto?
A questão principal que emerge é se as entrevistas foram conduzidas de maneira justa e equitativa, ou se foram confrontos dissimulados. Quando os jornalistas pressionam figuras políticas de direita, são frequentemente vistos como corajosos e independentes. No entanto, quando a pressão é exercida sobre figuras de esquerda, há quem os acuse de autoritarismo ou até fascismo. Esta dicotomia na perceção pública revela muito sobre as expectativas e os preconceitos existentes na sociedade.
- Paulo Raimundo
A entrevista de Paulo Raimundo gerou uma onda de indignação. Muitos consideraram que o jornalista foi demasiado agressivo e que a entrevista se transformou num confronto. Este tipo de reação pode ser visto como uma defesa do líder comunista, refletindo a sensibilidade de uma parte do público em relação ao tratamento dado às figuras de esquerda.
- André Ventura
Por outro lado, a entrevista de André Ventura foi marcada por um debate aceso, com o líder do Chega a enfrentar um questionamento intenso por parte do jornalista. Apesar da similaridade na abordagem, não houve uma reação tão negativa do público. Isto pode ser interpretado como uma maior aceitação da confrontação quando se trata de figuras políticas de direita, talvez devido à natureza polarizadora do próprio líder e do partido que representa.
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o que devia ser o Papel do Jornalismo
O jornalismo tem a responsabilidade de questionar e desafiar todas as figuras públicas, independentemente da sua orientação política. Em última análise, cabe aos jornalistas manterem a imparcialidade e a objetividade.

quarta-feira, 26 de março de 2025

"2084" a previsão de Boualem Sansa sobre o Futuro do Islamismo

No ano de 711, marcou-se o início de uma nova era com a chegada do Islamismo à Península Ibérica, mudando para sempre a história da Europa. Em "2084", Sansa utiliza este ponto de partida histórico para lançar uma previsão ousada sobre o impacto da globalização na ascensão do Islamismo e insinua que, tal como no passado, o Islamismo pode novamente tornar-se uma força dominante, desta vez, não apenas através de conquistas militares, mas por meio de transformações sociais e culturais que acompanham a globalização.
Boualem Sansa, desenha uma visão sombria e inquietante sobre o futuro do mundo sob o domínio de uma ditadura religiosa islâmica. Inspirado no clássico "1984" de George Orwell, e explora as consequências de uma globalização que, segundo ele, irá conduzir o Islamismo ao poder em todo o mundo dentro de 50 anos, começando pela Europa.
O pressuposto de "2084" é a instalação de uma ditadura religiosa islâmica que se estende globalmente, subjugando diversas culturas e sistemas políticos. Sansa imagina um mundo onde as liberdades individuais são suprimidas a favor de uma rígida interpretação da Sharia, a lei islâmica. Apresenta-nos um cenário onde a diversidade cultural é erradicada e todos são forçados a seguir um único conjunto de crenças e práticas.
Em "1984", Orwell descreve uma sociedade onde um governo, liderado pelo “Partido”, exerce um controle absoluto sobre todas as facetas da vida dos cidadãos, utilizando propaganda, censura e vigilância constante. Sansa, em "2024", projecta um domínio semelhante, mas motivado e dominado por uma ideologia religiosa e argumenta que a globalização, com o seu poder de interconectar sociedades e culturas, também tem o potencial de uniformizar crenças e práticas e sugere que a disseminação de valores islâmicos é facilitada pela globalização, especialmente através de movimentos migratórios, intercâmbios culturais e a influência das redes sociais. Este processo pode levar a uma erosão das tradições locais e a uma aceitação crescente da ideologia islâmica.
Boualem Sansa prevê que a Europa será o ponto de partida para esta transformação global. Com uma história de imigração significativa de países de maioria islâmica e uma crescente presença de comunidades muçulmanas nas maiores cidades europeias, Sansa acredita que a Europa pode ser vulnerável a uma mudança ideológica. Segundo ele, é nesta região que os primeiros sinais de uma hegemonia islâmica podem emergir, eventualmente se espalhando para outras partes do mundo.
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Islamofobia ou Realismo?
"2084" tem gerado controvérsia e debate desde a sua publicação e há quem o acuse de alarmismo e islamofobia, enquanto outros elogiam a sua coragem em abordar um tema tão polêmico. A acusação de islamofobia contra Sansa é baseada na percepção de que o livro promove uma visão negativa e estereotipada do Islamismo. No entanto, ao que parece ele está simplesmente a levantar questões importantes sobre o futuro da convivência cultural e a potencial ascensão de ideologias extremistas.
"2084" tem um impacto cultural significativo, incitando diálogo e reflexão sobre o papel da globalização no mundo moderno. Desafia os leitores a considerar os possíveis desdobramentos do intercâmbio cultural e questionar a capacidade das sociedades de manterem suas identidades frente à pressão de forças globalizantes.
"2084" é mais do que um romance; é um aviso sobre os potenciais riscos de uma globalização desenfreada que pode levar ao estabelecimento de uma ditadura religiosa. Inspirado pela obra de George Orwell, Sansa convida-nos a reflectir sobre o futuro do mundo e a importância de preservar a diversidade cultural e as liberdades individuais. Este livro, com suas previsões aterradoras, serve como um alerta para os desafios que podem vir no horizonte e a necessidade de vigilância e preparação para defendermos os valores que consideramos fundamentais para uma sociedade livre e plural.

terça-feira, 25 de março de 2025

Política Eleitoral e Ambições do Poder

A política é muitas vezes vista como um jogo pelo poder, onde a vitória nas eleições é um objetivo primordial. Há um ano, depois de uma vitória que foi tão curta como a ambição daqueles que a conquistaram, surgiu no horizonte a tentativa de recriar o momento histórico de 1987, quando o PSD de Cavaco Silva obteve a sua primeira maioria absoluta.
Desde há um ano, temos estado em constante campanha eleitoral – distribuindo esmolas, prometendo paz e progresso, satisfazendo corporações e buscando estabilidade, escreve Nuno Gonçalo Poças.
Estas ações refletem a ambição de Luís Montenegro de repetir o sucesso do cavaquismo, um período marcado pela obtenção de maiorias absolutas. A sua estratégia parece focar-se exclusivamente na repetição desse momento, utilizando táticas que visam garantir o apoio e votos necessários para alcançar tal feito.
Por outro lado, o objetivo do Governo parecia ser diferente. Entre uma mão cheia de ministros, cuja boa vontade não deve ser questionada injustamente, a intenção do Primeiro-ministro parecia ser a de reforçar a sua maioria no parlamento. Eventualmente, ele pode até cobiçar uma maioria absoluta, vendo isso como um fim em si mesmo. Esta abordagem sugere que o poder é procurado pelo próprio poder, sem uma visão clara sobre as mudanças ou melhorias que podem ser implementadas.

É importante reflectir sobre o que esperar de uma geração de políticos cujo grande feito e especialidade é ganhar eleições internas e semear bagos de poder que servem apenas o poder em si mesmo. Essa busca incessante pelo domínio eleitoral pode levar a uma política onde as verdadeiras necessidades da população são secundárias às ambições pessoais dos líderes. A política deve ser o meio pelo qual se promove o bem-estar da sociedade, e não apenas um mecanismo para perpetuar o controle e influência de uma elite política.
Este cenário nos leva a ponderar sobre a essência da democracia e os valores que devemos preservar. Ao focar-se exclusivamente na obtenção de poder, corre-se o risco de perder de vista os princípios fundamentais da governança responsável e representativa. É necessário que os políticos redirecionem suas estratégias para incluir verdadeiramente os interesses da população, garantindo que suas ações beneficiem todos os cidadãos e não apenas um grupo selecto.

Valem o que valem

 Esta precisa de confirmação!



os putos e as chavalas ao ataque...no Geração V


as bacoradas dos putos e das chavalas postos em bicos de pés para parecerem adultos...
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No Observador "Convidámos o João Mª Jonet para fazermos as previsões deste novo ano político. A tomada de posse de Trump, Autárquicas, as crises políticas na Europa e as comemorações do 25/11 foram alguns tópicos."
https://observador.pt/programas/gera-o-v/o-que-vai-mudar-em-2025/